Revista Lições Bíblicas 1º Trimestre - 2015. OS DEZ MANDAMENTOS.

 OS DEZ MANDAMENTOS.


Lição 1 - Deus Dá a sua Lei ao Povo de Israel 
Lição 2 - O Padrão da Lei Moral 
Lição 3 - Não Terás outros Deuses
Lição 4 - Não Farás Imagens de Esculturas 
Lição 5 - Não Tomarás o Nome do Senhor em Vão 
Lição 6 - Santificarás o Sábado 
Lição 7 - Honrarás Pai e Mãe 
Lição 8 - Não Matarás 
Lição 9 - Não Adulterarás 
Lição 10 - Não Furtarás 
Lição 11 - Não Darás Falso Testemunho 
Lição 12 - Não Cobiçarás 
Lição 13 - A Igreja e a Lei de Deus

Lição 13. 28 de Dezembro de 2014 O Tempo da Profecia de Daniel


Lição 13
28 de Dezembro de 2014
"O Tempo da Profecia de Daniel"

TEXTO ÁUREO

"Ninguém, de maneira alguma, vos engane, porque não será assim sem que antes venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição" 
(2 Ts 2.3).

VERDADE PRÁTICA

O tempo do fim é a ocasião em que Deus fará com que o seu Reino triunfe sobre todos os poderes do mal.

HINOS SUGERIDOS 2, 334, 432

LEITURA DIÁRIA


Segunda - Mc 13.22
Os falsos cristos e profetas
Terça  - 2 Ts 2.3,4
"O homem da iniquidade"

Quarta - Ap 13.1-18
A falsa trindade

Quinta - Dn 9.24-27
A Grande Tribulação

Sexta - Dn 9.27; 12.7
O controle do tempo do fim está com Deus

Sábado - 1 Ts 4.16-18
O Arrebatamento da Igreja será antes da Tribulação


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Daniel 12.1-4,7-9,11-13

INTERAÇÃO
"Ressurreição dos mortos", "castigo eterno dos ímpios", "estado eterno de justiça", você crê nestas promessas? A pergunta faz sentido quando temos a consciência de estarmos vivendo um período materialista e consumista. Uma das maiores dificuldades dos discípulos de Jesus foi a de entender que o Reino de Deus não era deste mundo. Não por acaso, quando Jesus partiu para ser crucificado seus discípulos o abandonaram. Eles não suportaram a decepção de ver o representante "do reino de Israel" morrer sem estabelecê-lo na Terra. Que risco não entender a mensagem de Jesus! Os discípulos só a compreenderiam depois de caminhar três anos com Ele e após a Sua ressurreição.

OBJETIVOS

Após a aula, o aluno deverá estar apto a:
Compreender o tempo do cumprimento da profecia entregue a Daniel.
Explicar a doutrina da ressurreição do corpo na Bíblia.
Reconhecer a nossa limitação e finitude como seres humanos.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

A doutrina da ressurreição de Jesus e do corpo é o fundamento da fé cristã e da esperança da Igreja. Ao iniciar o segundo tópico da aula, leia os seguintes textos bíblicos: Jó 19.25-27; Sl 16.9,10; 17.15; Dn 12.1-3; Mt 22.23-32; Jo 6.39,40,44 e 54; At 17.18; 24.15; 1 Co 15.17,22; 2 Tm 2.18. Destaque alguns deles juntamente com os seus alunos. Em seguida, reconheça que muitos crentes têm dificuldades de entender a ideia da ressurreição do corpo no Antigo Testamento. Mas, por intermédio dos textos destacados, afirme que tanto no Antigo quanto em o Novo Testamento, a Bíblia confirma a realidade da ressurreição do nosso corpo. E a prova disso é a de que Jesus ressuscitou dentre os mortos. Esta é a nossa esperança!

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO

Chegamos ao fim de mais um trimestre e bem como ao de mais um ano. Os meus votos são de que ao longo deste trimestre você tenha crescido no conhecimento e na graça de nosso Senhor! Que a esperança da iminente volta de Jesus possa inflamar o seu coração!
Na lição desta semana estudaremos o capítulo 12 do livro de Daniel. Nele, não encontramos nenhum aspecto profético em relação às histórias das nações, como encontramos até o capítulo 11.35, excetuando Daniel 9.27. Mas veremos os seguintes temas mencionados no último capítulo de Daniel: O tempo da profecia, a ressurreição dos mortos, a recompensa dos justos e o castigo eterno dos ímpios. Bons estudos!

I. - O TEMPO DA PROFECIA (12.1)

1. Qual  é o tempo? (v.1) A expressão "naquele tempo" se refere ao período da Grande Tribulação. Quando o Anticristo liderará o mundo política e belicamente. Será um período de brutal e sangrenta perseguição contra os judeus e tantos quantos estiverem a favor de Israel (Dn 11.35,40).
Em suas terras, o povo judeu sofreu muitas invasões de inimigos. Porém, nem as piores incursões contra Israel, como as da Babilônia e os horrores do holocausto nos dias de Hitler (1939-1945), podem se comparar com o "tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo" (v.1). A proporção deste conflito ultrapassará qualquer outro momento da história da civilização (Mt 24.21,22; cf. Jr 30.5-7).
2. A libertação de Israel. No livro de Daniel, o arcanjo Miguel, príncipe de Deus, entrou em batalha contra as forças do mal a f im de que o anjo Gabriel levasse a mensagem ao profeta. Miguel é o guardião de Israel contra as potestades satânicas, identificadas como "reis e príncipes da Pérsia e da Grécia". Estes criavam obstáculos aos desígnios divinos.
No capítulo doze, para proteger o povo de Deus, Miguel entrou mais uma vez em batalha contra as forças opositoras de Satanás. Aqui, há uma relação escatológica com a passagem de Apocalipse 12.7-9, isto é, a batalha de Miguel com o Dragão e os seus anjos. Segundo a visão do apóstolo João, no meio desta batalha havia uma mulher vestida com o sol, a lua sob os pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça (Ap 12.1). Esta visão não é a respeito da Igreja, mas de Israel, que receberá de Deus uma intervenção através do arcanjo Miguel (Ap 12.7,8).
3. Os anjos no mundo hoje. O mundo espiritual é real e muitas vezes não o percebemos. Os anjos são espíritos ministradores em favor não só da nação de Israel, mas especialmente da Igreja de Cristo. Eles não recebem adoração de homens e nem podem interferir na vida espiritual dos filhos de Deus sem a expressa ordem do Pai. Portanto, não sejamos meninos nem infantis neste assunto (Cl 2.18; Gl 1.8). Os anjos de Deus terão uma participação especial antes e após o arrebatamento da Igreja e nas circunstâncias que envolverão Israel e o resto do mundo na Grande Tribulação (1 Ts 4.13-17; Ap 12.1-9).

SINOPSE DO TÓPICO (1)
O capítulo doze de Daniel mostra dois mundos: o material (libertação de Israel) e o espiritual (atuação dos anjos). Deus intervindo na criação.  

II. - RESSURREIÇÃO E VIDA ETERNA (Dn 12.2-4)

1. Ressurreição. Quando lemos o Antigo Testamento temos a impressão de não vermos a doutrina da ressurreição dos mortos com clareza, principalmente nos livros da Lei, o Pentateuco. Entretanto, aqui, Daniel não nos deixa dúvidas quanto à veracidade desta gloriosa doutrina: "E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna e outros para vergonha e desprezo eterno" (v.2).
2. As duas ressurreições. O texto de Daniel, versículo 1, nos informa um livro onde constam os nomes dos santos a ressuscitar para a vida eterna e dos ímpios para a vergonha e o desprezo eterno. Entretanto, o versículo 2 não se refere a uma ressurreição geral, isto é, de todos os que já dormem. O texto diz apenas "muitos dos que dormem". Esta expressão pode se referir aos "mártires da grande tribulação que ressuscitarão" (Ap 7.14,15). O texto sugere também o advento das duas ressurreições conforme vemos no Apocalipse (20.12,13). A primeira ressurreição refere-se aos justos e a segunda, após o Milênio, aos ímpios ( Jo 5.29; Mt 25.46; cf. Dn 12.2; Jo 5.28,29; 1 Co 15.51,52).
3. "A ciência se  multiplicará" (v.4).  Muitos pensam que esta expressão é uma profecia sobre os avanços do conhecimento científico e da tecnologia. Todavia, precisamos compreender a completude desse versículo. Estamos diante de um texto que menciona uma ordem expressa de Deus para Daniel: guardar a revelação até o tempo do seu cabal cumprimento. O Senhor ainda diz a Daniel que "muitos correrão de uma parte para outra", em busca da verdade. Entretanto, "a ciência se multiplicará".
O sentido da palavra "ciência", no texto de Daniel, tem a ver com o saber das coisas, "ser ou estar informado" ou "ter conhecimentos específicos sobre algo". Por isso, a multiplicação da ciência refere-se ao aumento do conhecimento sobre o conteúdo expresso da profecia de Daniel, não tendo relação alguma com o avanço da ciência formal.
Louvado seja Deus! pelos muitos estudiosos que vêm se debruçando sobre estas profecias. Compreendendo o seu contexto histórico e cultural, evitando falsos alardes e preservando a gloriosa esperança de que a profecia de Daniel um dia se cumprirá fielmente: Veremos o advento da plenitude do Reino de Deus no mundo!

SINOPSE DO TÓPICO (2)

Os justos e os injustos que foram mortos serão ressuscitados para estar diante do Senhor.. 

III. A PROFECIA FOI SELADA (12.8-11)

1. A profecia está  selada. Daniel recebeu a ordem de "fechar" e "selar" o livro da profecia sobre a história do mundo (v.4). O ato de selar o livro, à época do profeta Daniel, dava a garantia da veracidade ao que havia sido lhe revelado. Não tinha mais segredos e nada mais estava escondido que Deus não houvesse trazido à luz. O selo do livro assegurava que a revelação era dada por Deus.
A profecia quando dada pelo Senhor, como no livro de Daniel e de todos os santos profetas, não é uma palavra impenetrável, fechada ou restrita a poucas pessoas que se acham "capazes". Não! A palavra de Deus é a revelação divina para todos os homens. Não foi somente para a nação de Israel, mas a todos quantos temerem a Deus e porfiarem por compreender os desígnios do Senhor para o mundo.
2. O "tempo do Fim". "Qual será o fim dessas coisas?" Foi a pergunta de Daniel. Note a resposta do homem vestido de linho ao profeta: "Vai, Daniel, porque estas palavras estão fechadas e seladas até ao tempo do fim" (v.9). O profeta foi orientado pelo homem vestido de linho a prosseguir a sua peregrinação existencial porque a profecia já fora "fechada" e "selada". E Daniel tinha de viver a vida sem a informação requerida.
3. Humildade e finitude. Uma declaração de Daniel chama-nos atenção: "Eu, pois, ouvi, mas não entendi" (v.8). Após o homem vestido de linho afirmar que depois "de tempos e metade de um tempo" e "quando tiverem acabado de destruir o poder do povo santo" virá o fim; Daniel o ouviu, mas não o compreendeu! O profeta havia recebido a visão de Deus, todavia, não a entenderia. Aqui, Daniel demonstrou a sua humildade e reconheceu a sua finitude! Não devemos sentir-nos inferiores a outras pessoas quando não entendermos um assunto bíblico. O que não devemos é inventar teorias que contrariam as Escrituras. E para isso é preciso entender o que a Bíblia diz.
As palavras de Daniel são uma grande adver tência para quem lida com as profecias e a interpretação da Bíblia em geral. Atentemos para as palavras de Jesus quando foi indagado pelos discípulos a respeito da restauração do reino a Israel: "Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder" (At 1.7).

SINOPSE DO TÓPICO (3)

A profecia está selada. Devemos reconhecer a nossa limitação e finitude quanto àquilo que não sabemos.

CONCLUSÃO

Neste trimestre estudamos o livro de Daniel. Vimos como a soberania de Deus age na história. Aprendemos sobre a importância de mantermos um caráter íntegro na presença de Deus e diante dos homens. Vivendo à luz da esperança do arrebatamento da Igreja,é urgente vigiar, orar e dedicarnos ao estudo da Palavra de Deus.
Jesus Cristo voltará! Esta era a esperança dos apóstolos e da Igreja Primitiva. E igualmente era a esperança de muitos cristãos até o século IV. Mas por muitos anos, parte da Igreja se descuidou a respeito desta esperança. Contudo, com o advento da Reforma Protestante, a esperança quanto à vinda de Jesus foi renovada na Igreja. Com o Movimento Pentecostal Clássico deu-se a explosão dessa mensagem. Em nosso país, qual o pentecostal que não conhece a célebre frase: "Jesus Cristo salva, cura, batiza com o Espírito Santo e breve voltará"? Maranata! Ora vem Senhor Jesus!

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsídio Teológico
"E muitos dos que dormem no  pó  da  terra  ressuscitarão (2). Essa é a revelação mais clara da doutrina da ressurreição no Antigo Testamento. Ela nos lembra que é Cristo que 'trouxe à luz a vida e a incorrupção' (2 Tm 1.10). Alguns intérpretes acreditam que a ressurreição mencionada aqui é uma ressurreição parcial relacionada somente aos judeus que morreram na tribulação. Calvino insiste em que esse estreitamento do escopo é injustificável. Para ele, esse texto ressalta o aspecto do mal e do bem, ou seja, alguns serão separados para a vida eterna e outros para a vergonha e condenação eterna. Ele entende que a palavra muitos significa 'os muitos' ou 'todos' e que aqui se tem em mente a ressurreição geral" (PRICE, Ross; GRAY, C. Paul (et al). Comentário Bíblico Beacon: Isaías a Daniel. 1.ed. vol. 4 Rio de Janeiro: CPAD, 2005, pp.543-44).

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

GILBERTO, Antonio. Daniel & Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
MACARTHUR JR., John. A Segunda  Vinda.  1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.
HORTON, Stanley M. Apocalipse:  As coisas que brevemente devem acontecer. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2001.

SAIBA MAIS

Revista Ensinador Cristão CPAD
nº 60. p.42.

EXERCÍCIOS

1. Segundo a lição, qual é o significado da expressão "naquele tempo"?
R. A expressão "naquele tempo" se refere ao período da Grande Tribulação.

2. Quem são e como agem os anjos hoje?
R. Os anjos são espíritos ministradores em favor não só da nação de Israel, mas especialmente da Igreja de Cristo.

3. Cite o versículo que deixa clara a doutrina da ressurreição dos mortos no Antigo Testamento.
R. "E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna e outros para vergonha e desprezo eterno" (Dn 12.2).

4. Explique a expressão "a ciência se multiplicará".
R. A multiplicação da ciência refere-se ao aumento do conhecimento sobre o conteúdo expresso da profecia de Daniel, não tendo relação alguma com o avanço da ciência formal.

5. Com as sua palavras comente a resposta de Daniel: "Eu, pois, ouvi, mas não entendi".
R. Daniel demonstrou a sua humildade e reconheceu a sua finitude! Não devemos sentir-nos inferiores a outras pessoas quando não entendermos um assunto bíblico. O que não devemos é inventar teorias que contrariam as Escrituras

Lição 12. 21 de Dezembro de 2014 Um Tipo do Futuro Anticristo


Lição 12
21 de Dezembro de 2014
"Um Tipo do Futuro Anticristo"

TEXTO ÁUREO

"Ninguém, de maneira alguma, vos engane, porque não será assim sem que antes venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição"
(2 Ts 2.3).

VERDADE PRÁTICA

As conquistas ditatoriais e as atrocidades de Antíoco Epifânio dão uma noção do que será o futuro Anticristo na Grande Tribulação.

HINOS SUGERIDOS 8, 123, 191

LEITURA DIÁRIA


Segunda - Dn 7.7,8 
O pequeno chifre do animal espantoso

Terça  - 1 Jo 2.22
O "mentiroso"

Quarta - 1 Jo 2.18
O "anticristo"

Quinta - 2 Ts 2.3,8
O "homem da iniquidade"

Sexta - Mt 24.15
O abominável da desolação

Sábado - 2 Ts 2.8; Ap 19.20
O Anticristo será lançado no Lago de Fogo


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Daniel 11.1-3,21-23, 31,36

INTERAÇÃO

Quando encerramos a leitura do Antigo Testamento e deparamo-nos com o primeiro livro do Novo Testamento, o Evangelho de Mateus, nós não imaginamos o lapso de tempo que representa passar de uma página a outra. Foram aproximadamente quatrocentos anos de um período considerado "o silêncio de Deus". Entretanto, acontecimentos proféticos cumpriram-se neste período onde surgiu um personagem na história, considerado por muitos o Anticristo, mas considerado pelos principais estudiosos do Antigo Testamento, uma figura do Anticristo: Antíoco Epifânio. Um personagem importante na história bíblica e secular.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Conhecer as predições proféticas do capítulo onze de Daniel.
Destacar o caráter perverso de Antíoco Epifânio, o imperador da Síria.
Saber que Antíoco Epifânio prefigura o Anticristo que há de vir.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Prezado professor, para a aula de hoje, procure se preparar com informações sobre o personagem central da lição: o imperador sírio Antíoco Epifânio. Um homem cruel, imoral e que profanou o Templo dos judeus em Jerusalém. Procure pesquisar informações históricas de sites confiáveis, revistas de história e livros que abordem o período considerado interbíblico. Este é um período pouco estudado pelos professores, mas crucial para compreender o momento histórico da invasão em Jerusalém após o retorno do cativeiro e a pessoa de Antíoco Epifânio como a figura do futuro Anticristo. Boa aula!

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO

No capítulo onze, Deus revela a Daniel eventos proféticos que se cumpriram no período interbíblico, ou seja, o período entre o Antigo e o Novo Testamentos.
 Nesta revelação profética destaca-se o personagem histórico que estudaremos nesta lição, Antíoco Epifânio. Esse personagem prefigura o Anticristo revelado em o Novo Testamento (Mt 24.15; 2 Ts 2.3-12).

I. - PREDIÇÕES PROFÉTICAS CUMPRIDAS COM EXATIDÃO (11.2-20)

Essas profecias reveladas a Daniel cumpriram-se fielmente por uns 500 anos até o período interbíblico, que vai do fim de Malaquias ao início de Mateus.
1. A revelação sobre  o fim do Império Medo-Persa (11.2). Aparece no versículo primeiro o nome do rei "Dario, o medo" que é o mesmo de Daniel 5.31. A história bíblica diz que Ciro constituiu a Dario como rei. No capítulo onze é revelado a Daniel uma sucessão de reis que vai de Ciro até o desmoronamento do reino de Alexandre. Foi revelado a Daniel que o rei valente (v.3), Alexandre, se levantaria e dominaria muitos reinos, todavia o Senhor mostrou também que embora imponente, o reino de Alexandre seria partido aos quatro ventos do céu (v.4). Os reinos deste mundo, por mais importantes que sejam, são todos passageiros. Somente o Reino de Deus é eterno.
A história apresenta diferentes datas quanto a estes reis, mas isso não afeta o cumprimento, com exatidão, dos fatos proféticos do capítulo onze.
2. Um rei valente (11.3). O rei valente que seria levantado era Alexandre Magno. A importância dessa profecia está no fato de que é Deus que dirige a história  para que sua soberana vontade seja exercida especialmente em relação a Israel.
Até o versículo 35 a profecia de Daniel se concentra em revelar os reinos gentílicos. Depois, o foco principal passa a ser o povo de Deus e seus sofrimentos.
Os reis do Sul descritos no versículo cinco eram os Ptolomeus, sucessores de Ptolomeu Soter, general de Alexandre. E os reis do Norte (v. 6) eram os Selêucidas, sucessores de Seleuco I, que governou parte da Ásia Menor e Síria.
3. A divisão do reino  entre  quatro generais (11.4-20). Afirma o versículo quatro que "estando ele em pé, o seu reino será quebrado". Alexandre morreu na Babilônia aos 33 anos de idade. O seu reino, como havia sido revelado pelo Senhor, "foi repartido para os quatro ventos do céu" (v.4). Alexandre não teve um sucessor e seu reino foi dividido entre os seus quatro generais: Cassandro, Lisímaco, Seleuco e Ptolomeu. Ainda que os historiadores neguem a questão da soberania de Deus no destino das nações, não podemos duvidar que Ele permite que reinos sejam estabelecidos e destruídos. "Os quatro ventos do céu" (v.4) lembra a profecia sobre a figura das quatro cabeças do leopardo alado (7.6) e a visão do bode com quatro chifres notáveis (8.8). As figuras são diferentes, mas as representações dessas figuras são as mesmas, porque falam do Império Grego e sua divisão, depois da morte de Alexandre. Cassandro reinou na Macedônia; Lisímaco reinou na Trácia e Ásia Menor; Ptolomeu reinou no Egito e Seleuco reinou sobre a Síria e o restante do Oriente Médio.
Nos versículos 5 a 20, temos uma sucessão de guerras entre esses quatro reis, especialmente entre Egito e Síria, entre os reinos do Norte e do Sul. O rei do Norte, Antíoco Epifânio (entre 175 e 164 a.C.) o qual tornou -se um tipo do Anticristo.

SINOPSE DO TÓPICO (1)

O capítulo onze de Daniel é uma profecia a respeito da queda do império medo-persa, a ascensão do império grego e a sua posterior divisão em quatro partes.

II. - O CARÁTER PERVERSO DE ANTÍOCO EPIFÂNIO (11.21-35)

Os quatro generais de Alexandre que se tornaram reis não se contentaram com seus territórios e passaram a lutar entre si. Seleuco IV ocupava o trono da Síria em Antioquia e reinou de 187 a 175 a.C. Ele morreu envenenado e seu filho deveria assumir o trono, mas seu tio Antíoco Epifânio tomou o trono da forma mais ignominiosa e detestável possível. Assumiu o trono sírio e mudou seu título de Antíoco IV para Antíoco Epifânio, isto é, o glorioso.
1. Antíoco Epifânio foi um rei perverso e bestial. Ele chegou ao poder em 175 a.C. e tinha apenas 40 anos de idade. O vocábulo Antíoco significa adversário, e Epifânio significa ilustre, o que é uma contradição. Segundo a história, reinou apenas onze anos, e morreu em 164 a.C. Porém, em seus poucos anos de reinado usou artifícios mentirosos, enganosos e cruéis como ninguém. Antíoco Epifânio não tinha escrúpulo. Sua ascensão ao trono da Síria foi atra- vés de intrigas e engano (11.21). Ele derramou muito sangue em guerras. Enriqueceu com os despojos quando lutou contra o Egito (11.25-28). O versículo vinte e um o chama de "homem vil", porque fingindo amizade e aliança, entrou no Egito e se apoderou do reino de Ptolomeu Filometer.
2. Antíoco Epifânio invadiu Jerusalém (11.28).  Antíoco Epifânio, depois de ter entrado no Egito e ter tomado posse do reino de Ptolomeu VI (vv.25,26), resolveu investir contra a Terra Santa, especialmente, Jerusalém. Ele tinha um ódio enorme de Israel. Por isso, partiu para a profanação do Templo e fez cessar os sacrifícios diários (11.30,31). Houve resistência da parte de judeus fieis que não cederam aos abusos de poder e a arrogância desse rei sírio. Ele ordenou o sacrifício de porcos sobre o altar sagrado para profanar o Santuário.
3. Antíoco Epifânio era cruel  (vv.31-35). Ao invadir Jerusalém, Antíoco Epifânio desrespeitou valores morais e éticos da sociedade israelita. Estabeleceu regulamentações contra a circuncisão, a observância do sábado e outras práticas dietéticas do povo hebreu. O versículo 31 fala da "abominação desoladora", quando Epifânio construiu um altar a Zeus, deus grego, sobre o altar dos holocaustos no Templo.

SINOPSE DO TÓPICO (2)

O imperador Antíoco Epifânio era perverso, bestial e cruel. Ele arrasou a cidade de Jerusalém.

III.  ANTÍOCO EPIFÂNIO, TIPO  DO ANTICRISTO

1.  O  " homem vil " que chega ao poder.  Até o versículo 35 a história se cumpriu perfeitamente. A partir do versículo 36, os fatos acontecem de modo especial e fala de um rei que agirá segundo a sua própria vontade. Trata-se de um homem que chega ao poder, prospera, cresce em força e, então, investe contra o Deus de Israel. Esse rei, na figura de Antíoco Epifânio, assume o papel de divindade. Essa profecia tem o respaldo do Novo Testamento nas palavras de Paulo, quando diz que "se opõe contra tudo que se chama Deus ou se adora" (2 Ts 2.4).
2. O futuro governante mundial no "tempo do fim". Nos versículos 36 a 45 do capítulo onze está escrito que ele fará conforme sua própria vontade. O versículo quarenta fala do "fim do tempo" apontando para a Grande Tribulação que é a septuagésima semana do texto de Daniel 9.27. Nesse período, os reis do Norte e do Sul se unirão numa coligação de nações na " terra gloriosa" (11.41) para a grande batalha do Armagedom, onde o Anticristo será derrotado na Segunda Vinda de Cristo (Ap 19.11-20).
3 .  Precisão profética . Como vimos, Antíoco Epifânio é um personagem da história que representa o rei futuro, o Anticristo, que provocará o grande conflito com Israel e fará tudo para destruir a nação, até que venha o Senhor para aniquilar o seu poder.

SINOPSE DO TÓPICO (3)

Antíoco Epifânio assumiu o papel de divindade tal qual o apóstolo Paulo revela acerca do Anticristo: "se opõe contra tudo que se chama Deus ou se adora".

CONCLUSÃO
A Bíblia declara que o "último dia" não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja manifestado "o homem da iniquidade, o filho da perdição" que é o Anticristo (2 Ts 2.3). Isto se dará no período da Grande Tribulação, todavia, a Igreja do Senhor não estará mais na Terra e assim não verá o Anticristo.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsídio Teológico
"A advertência de nosso Senhor parece sugerir que os falsos messias irão, na verdade, se infiltrar nas fileiras daqueles que fogem. Embora o povo de Deus possa fugir das perseguições do Anticristo, eles não conseguirão escapar dos agentes mentirosos de Satanás, que irão evidentemente segui-los até o esconderijo. Mesmo em seu exílio da ameaça da aniquilação, os refugiados constantemente ouvirão pessoas mentirosas afirmar, 'Eis que o Cristo está aqui'; 'Ali' (v.23).
'Eis que ele está no deserto!' Ou, 'Ele está nas salas interiores!' Todas estas afirmações serão mentiras, talvez até deliberadamente planejadas para atrair os refugiados para fora do esconderijo. Os crentes são, com antecedência, solenemente instruídos a não darem atenção a elas" (MACARTHUR JR., John. A Segunda Vinda.  1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2013, p.117).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

Subsídio Teológico
"A Marca  da Besta (13.16-18)
O versículo 18 oferece uma pequena lista para se entender o sentido da marca e do nome, ou caráter, da besta. O número 666, no entanto, tem-se tornado mui controvertido, e vem promovendo mais especulações que qualquer outra coisa da Bíblia. Antes da invenção dos números arábicos (0,1,2,3...), os judeus e gregos tinham de escrever os números por extenso. Com o passar do tempo, começaram a substituir as letras do alfabeto pelo nome dos números. Assim, as primeiras dez letras eram usadas para os números de 1 até 10. A letra seguinte designava o 20, a outra 30, e daí por diante.
Vem se constituindo num passatempo popular adicionar letras aos mais diversos nomes para se obter a identidade da besta. Alguns concluem que o Anticristo haja sido Nero César, pois tal nome em caracteres hebraicos soma 666. Contudo, o Apocalipse está no grego, e fala do Alfa e do Ômega, letras do alfabeto grego; e não 'Alefe' e 'Tau', letras do alfabeto hebraico. Assim há somente especulação ao atribuir-se o número 666 a Nero.
Através da história, vem-se tentando identificar nos ditadores e tiranos. Quando me encontrava em Israel em 1962, um judeu convertido disse-me para prestar atenção no nome de Richard Nixon, pois vertido em hebraico soma exatamente 666. Mais tarde, um irmão da Itália contou-me que a inscrição dedicada ao papa, e que pode ser vista no interior da basílica de São Pedro, em Roma, em algarismos latinos, também soma 666. É digno de nota que alguns escribas antigos substituíssem o número 666, por 6I6, para que se encaixasse com o nome de calígula. A igreja primitiva, unanimemente, rejeitou o artifício.
O Apocalipse, contudo, nada fala sobre a soma de números do nome da besta. A única chave é esta: "é o número de um homem". Expositores da Bíblia interpretam o seis para simbolizar a raça humana. O três para designar a Trindade. A tripla repetição - 666 - pode simplesmente significar que o Anticristo é um homem que crê ser um deus, membro de uma trindade composta pelo Anticristo, Falso Profeta e Satanás (2 Ts 2.4; Ap 13.8)" (HORTON, Stanley M. Apocalipse: As coisas que brevemente devem acontecer. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2001, p.185).

VOCABULÁRIO
Ignominiosa: Que provoca horror, vergonha.
Escrúpulo: Consciência dotada de sentido moral; caráter íntegro.
Despojos: O que se toma ao inimigo; presa, espólio.
Profanar: Tratar desrespeitosamente; ofender, afrontar, macular.
Dietética: Relativo a dieta.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

LAHAYE, Tim; HINDSON (Ed.). Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.
SILVA, Severino Pedro. Daniel Versículo por  Versículo: As visões para estes últimos dias. 13.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005

SAIBA MAIS

Revista Ensinador Cristão CPAD
nº 60. p.42.

EXERCÍCIOS

1. Quem constituiu a Dario como rei?
R. A história bíblica diz que Ciro constituiu a Dario como rei.

2. Qual é a importância da profecia a respeito do Império Grego?
R. A importância dessa profecia está no fato de que é Deus que dirige a história para que sua soberana vontade seja exercida especialmente em relação a Israel.

3. Quais eram os quatro generais de Alexandre?
R. Os seus quatro generais eram Cassandro, Lisímaco, Seleuco e Ptolomeu.

4. Segundo a lição, qual é o significado do nome Antíoco Epifânio?
R. O vocábulo Antíoco significa adversário, e Epifânio significa ilustre.

5. Antíoco Epifânio é um tipo de quem?
R. Um tipo do Anticristo.

Lição 11. 14 de Dezembro de 2014 O Homem Vestido de Linho

Lição 11
14 de Dezembro de 2014
"O Homem Vestido de Linho"

TEXTO ÁUREO

"E levantei os meus olhos, e olhei, e vi um homem vestido de linho, e os seus lombos, cingidos com ouro fino de Ufaz" 
(Dn 10.5).

VERDADE PRÁTICA

Deus revela o futuro, para que o seu povo não fique amedrontado e confuso.

HINOS SUGERIDOS 77, 125, 500

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Mt 7.8
O poder da oração constante

Terça  - Sl 37.1-7
Deus responde a oração sincera

Quarta - Dn 10.4,5; Ap 1.13-17
A visão de Daniel e João

Quinta  - Dn 10.13; Ef 6.10-12
Atividade no mundo espiritual

Sexta - Dn 10.12-14
Pela oração vencemos as potestades diabólicas

Sábado - Ez 37.1-14; Mt 24.32; Lc 21. 29,30
Israel, a figueira brotando


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Daniel 10.1-6, 9,10,14

INTERAÇÃO

Os anjos são seres espirituais presentes na Bíblia. Ele está envolvido com o futuro de Israel, no Antigo Testamento, e com o futuro da Igreja, em o Novo Testamento. Além disso, os anjos ministram por ordem divina e, por isso, não recebem adoração em hipótese alguma. Infelizmente, muitos têm ensinado uma falsa doutrina acerca dos anjos, dizendo que Gabriel está ali, Miguel, acolá. E Jesus? Onde fica nisso tudo? Prezado professor, você tem uma boa oportunidade, através do capítulo dez de Daniel, de desmistificar crendices que não exaltam a Deus e nem edificam vidas.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Discorrer sobre a visão celestial de Daniel.
Explicar o significado do homem vestido de linho.
Saber  que os anjos de Deus são seres espirituais ajudadores.


ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, para concluir a aula da presente lição, reproduza o esquema abaixo de acordo com as suas possibilidades. O esquema é uma adaptação da explicação do teólogo pentecostal escocês, radicado nos EUA, Myer Pearman. Destaque para os alunos o que a Bíblia revela acerca da natureza dos anjos: são criaturas, espíritos, imortais e numerosos. A partir da análise da natureza angelical, enfatize que a Bíblia não nos ensina crendices quanto aos anjos. Boa aula!


A  NATUREZA  DOS  ANJOS

Criaturas
Espíritos
Imortais
Numerosos
Os anjos são criaturas. Antes da criação da humanidade eles existiam. Sendo criados por Deus, os anjos rejeitam adora-
ção (Ap 19.10; 22.8,9). Logo, os seres humanos não podem adorá-los (Cl 2.18).
Os anjos são espíritos, por isso, não são limitados ao tempo e ao espa-
ço. Têm o poder de assumir forma humana a fim de comunicarem-se ao sentido dos homens (Gn 19.1-3). Também não são masculinos nem femininos. Os anjos não têm sexo nem se reproduzem (Lc 20.30,35).

Os anjos não estão sujeitos à morte. Nosso Senhor, Jesus de Nazaré, em Lucas 20.34-36, explica que os ressuscitados no último dia serão iguais aos anjos: nunca mais morrerão.
As Escrituras informam-
-nos que o número de anjos é grande: milhares serviam a Deus (Dn
7.10); mais de doze legi-
ões (Mt 26.53); um exército celestial (Lc 2.13).



COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO

Ao estudarmos o capítulo dez, precisamos compreender que já se haviam passado uns quatro anos desde que Gabriel apareceu a Daniel com uma mensagem da parte de Deus. Era o terceiro ano do reinado de Ciro da Pérsia, e Daniel era um homem com mais de 90 anos de idade. Mesmo assim, não desistiu de orar e jejuar em favor do seu povo.
O capítulo dez trata da última visão do profeta a respeito dos acontencimentos dos últimos dias.

I. UMA VISÃO CELESTIAL (10.1-3)

1. "Foi revelada uma palavra a Daniel". O capítulo dez tem início com a visão que Daniel teve a respeito dos acontecimentos dos últimos dias. Neste capítulo, temos apenas o início da visão e da revelação de Daniel. Deus é Senhor e tem o conhecimento total e completo do futuro. Sua revelação é infalível e não deixa nenhuma dúvida.
2. Daniel um homem  de oração. Lendo os primeiros versículos do capítulo dez, podemos ver que Daniel estava mais uma vez se dedicando à oração e ao jejum. Mesmo estando exilado e tendo que servir a reis pagãos, Daniel não se descuidou de sua vida de jejum e oração. Ele era um homem que tinha um espírito excelente, por isso Deus lhe revelou seus desígnios.
Daniel era um homem determinado e consciente da situação do seu povo. Talvez, por isso, tivesse por três semanas consecutivas (21 dias) orado,  jejuado e não se ungido com unguento (v. 3). A perseverança de Daniel em oração fez com que os céus se abrissem. Temos um Deus que ouve e responde as nossas orações  (Jr 33.3). Daniel não desistiu de clamar e pedir pelo retorno do seu povo. Ele sabia o quanto Deus é Poderoso e que no tempo certo Ele agiria em favor dos israelitas. O tempo de Deus não está preso às circunstâncias históricas. No tempo devido, seus desígnios são concretizados. Daniel, havia entendido que o plano de Deus para o seu povo não havia findado.
3.  A  tristeza de  Daniel. " Estive triste por três semanas completas" (10.2). Não sabemos o motivo real que trouxe tamanha tristeza e dor ao coração de Daniel. Todavia, sabemos que ele não se deixou abater por sua melancolia. Daniel continuou a orar e jejuar, buscando o socorro divino. As adversidades e tristezas desta vida não podem nos impedir de orar e prosseguir em nossa caminhada. Talvez um dos motivos da tristeza de Daniel seja o fato de que no terceiro ano de Ciro o trabalho da reconstrução do Templo havia sido interrompido (Ed 4.4,5, 23,24).

SINOPSE DO TÓPICO (1)

Daniel, um homem de oração, sentiu o peso da tristeza acerca da revelação das últimas coisas.

II. A VISÃO  DO HOMEM VESTIDO DE LINHO (10.4,5)

1. Um "homem vestido de linho". A visão de Daniel é muito parecida com a que João teve na ilha de Patmos (Ap 1.12-20) e com a do profeta Ezequiel (Ez 1.26). Acredita-se que, assim como João e Ezequiel, o profeta Daniel tenha visto o Senhor Jesus Cristo. Tanto João como Daniel tiveram a mesma reação diante de tal visão: desfaleceram. Eles não encontraram forças para ficar de pé (Dn 10.8; Ap 1.17). Homem algum pode resitir diante da glória do Senhor. A visão do Filho do Homem fez com que as forças físicas de Daniel se esgotassem, todavia, o Senhor enviou um anjo para tocar o seu profeta (Dn 10.10).
2. "Eis que uma mão me tocou". Daniel é tocado pelo anjo de Deus e ouve palavras de consolo. Os anjos são seres celestiais reais, porém nem sempre podemos vê-los (Hb 12.22). A Palavra de Deus declara que eles são "espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação" (Hb 1.14). Alguns anjos se rebelaram contra Deus (Jd 6), cometendo um grave pecado. Estes foram expulsos do céu.
O número de anjos é imenso (Hb 12.22), porém, no livro do profeta Daniel encontramos a referência a dois anjos em especial: Gabriel, que ajudou a Daniel a compreender as revelações divinas (Dn 9.21-27) e Miguel, o arcanjo, protetor de Israel (Dn 12.1). No Antigo Testamento, uma das atribuições dos anjos era guardar o povo de Deus (2 Rs 6.17). Na Bíblia os anjos também foram utilizados como agentes na execução do julgamento divino (Gn 19.1).
3. "O príncipe do reino  da Pérsia". Quem era este príncipe? A maioria dos teólogos acredita que este príncipe seja um anjo satânico. Estes seres malignos obedecem ao comando de seu chefe, o Diabo. Neste capítulo, eles aparecem em oposição ao povo de Deus (vv.13,20). Precisamos de discernimento em relação aos anjos, pois a Palavra de Deus afirma que o próprio Satanás pode disfarçar-se em anjo de luz (2 Co 11.14).

SINOPSE DO TÓPICO (2)

A visão de Daniel acerca do homem vestido de linho é semelhante a que o apóstolo João teve na Ilha de Patmos e com a do profeta Ezequiel.

III. DANIEL É CONFORTADO POR UM ANJO (10.10-12)

1. Daniel é confortado por um anjo (10.10-12). Diante da visão o profeta perdeu as suas forças. Porém, o Senhor envia um anjo para tocar Daniel e restaurar as suas forças físicas. A mão do anjo tocou o profeta e o ergueu. Observe que Daniel, "o homem mui desejado," ficou como morto e depois de joelhos diante do Senhor. No grande dia, como ficarão aqueles que rejeitam e desprezam o Filho de Deus?
2. O conflito entre o Arcanjo Miguel e o príncipe do reino da Pérsia (10.13).  No capítulo dez do livro de Daniel, dois príncipes das milícias satânicas são identificados: "o príncipe do reino da Pérsia" (v.13) e o "príncipe da Grécia" (v.20). Estes príncipes não eram homens comuns, mas anjos satânicos. Estes anjos caídos só foram derrotados depois que Deus enviou Miguel, o príncipe de Israel (v. 21). O anjo que falava com o profeta explicou que o princípe da Pérsia estava impedindo que a mensagem de Deus fosse entregue. O próposito de Satanás era impedir que Daniel recebesse a revelação do Senhor.
3. A hostilidade espiritual contra o povo de Deus. O Inimigo tenta de todas as formas destruir Israel, todavia o Senhor tem uma aliança eterna com o seu povo. Satanás não pode impedir a bênção de Deus para Israel. O Inimigo também tenta de todas as formas destruir a Igreja de Cristo. Ele se opõe a Igreja assim como o rei da Pérsia se opôs a Daniel e ao anjo do Senhor.
Há resistência espiritual às nossas orações e a nós. Quando oramos entramos em batalha contra as potestades do mal (Ef 6.12). Israel tem o seu ajudador, o arcanjo Miguel. A Igreja é guardada pelo próprio Senhor Jesus Cristo, aquele que venceu as forças do Inimigo ao morrer e ressuscitar ao terceiro dia.

SINOPSE DO TÓPICO (3)

Diante da visão Daniel desfaleceu. Mas, Deus enviou-lhe um anjo para confortá-lo e reerguê-lo.

CONCLUSÃO

Duas vezes o anjo de Deus tocou em Daniel para que ele pudesse recobrar as suas forças físicas. O toque de Deus nos anima e nos fortalece para que possamos, como Daniel, servir ao Senhor com temor e amor.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsídio Exegético
"Uma Visão Celestial de Conflitos Terrenos, 10.1-12.13
A maioria dos intérpretes concorda em que os últimos três capítulos do livro de Daniel constituem uma unidade. Keil descreve os conteúdos dessa seção como 'A revelação das aflições do Povo de Deus Infligidas pelos Governantes do Mundo até a Consumação do Reino de Deus'. Essa seção não está em forma de sonho ou visão. Ela é uma revelação, que vem diretamente a Daniel por intermédio de um ser celestial que age como o mediador da verdade. A expressão foi revelada uma palavra a Daniel (10.1) contém a palavra niglah, a forma passiva do verbo que significa 'desvendar, manifestar, revelar'. Essa manifestação culminante experimentada por Daniel veio a ele na forma mais elevada de revelação, através do encontro direto com a deidade. Keil descreve essa experiência como uma teofania, uma manifestação ou aparição de Deus" (PRICE, Ross; GRAY, C. Paul (et al). Comentário Bíblico Beacon: Isaías a Daniel. 1.ed. vol. 4. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, pp.538-39).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

Subsídio Bibliológico
"Anjos Caídos
Os anjos malignos, dos quais Satanás é o príncipe (Jo 12.31; 14.30; Ef 2.2; cf. 6.12), se opõem aos bons (Dn 10.13), perturbam o bem-estar do homem às vezes adquirindo o controle que Deus tem sobre as forças da natureza (Jó 1.12-19) e as doenças (Jó 2.4-7); cf. Lc 13.16; At 10.38). Eles tentam o homem para pecar (Gn 3.1-7; Mt 4.3; Jo 13.27; 1 Pe 5.8) e espalham falsas doutrinas (1 Rs 22.21-23; 2 Co 11.13,14; 2 Ts 2.2; 1 Tm 4.1). No entanto, sua liberdade para tentar e testar o homem está sujeita à vontade permissiva de Deus (Jó 1.12; 2.6).
Embora eles ainda tenham a sua habilitação no céu e, às vezes, tenham acesso ao próprio trono de Deus (Jó 1.6), serão lançados à terra por Miguel e seus anjos antes da Grande Tribulação (Ap 12.7-9), e finalmente serão lançados no lago de fogo e enxofre 'preparado para o diabo e seus anjos' (Mt 25.41).
Os anjos, como seres criados separadamente, não se casam nem se dão em casamento (Mt 22.30; Lc 20.36). Em contraste, os homens são todos participantes da raça humana e descenderam do primeiro casal, Adão e Eva. Deus, portanto, não pode lidar com os anjos através de um representante e, sendo assim, os anjos caídos não podem ser remidos por um comandante federal como o homem (por exemplo, 'em Adão' e 'em Cristo' Rm 5.12ss.; 1 Co 15.22).
Com que base Deus, então, separou os santos anjos (Mt 25.31; Mc 8.38) daqueles que pecaram (2 Pe 2.4; cf. Jd 6)? Com base em sua obediência, amor e lealdade a Ele. Aqueles que seguiram a Lúcifer em sua rebelião contra Deus (Is 14.12-17; Ez 28.12-19) desse modo pecaram e caíram. Alguns destes foram colocados em cadeias eternas (Jd 6), mas os outros ainda estão livres e ativos e são chamados demônios. Aqueles anjos que continuaram firmes em amor, lealdade e obediência a Deus foram confirmados em um caráter de justiça. Assim, os anjos podiam pecar ou permanecer puros até serem totalmente testados e confirmados em justiça" (PFEIFFER, Charles F.; VOS, Howard, F. Dicionário  Bíblico Wycliffe. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p.139).

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

GILBERTO, Antonio. Daniel & Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
LAHAYE, Tim; HINDSON (Ed.). Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

SAIBA MAIS

Revista Ensinador Cristão CPAD
nº 60. p.41.

EXERCÍCIOS

1. Como se inicia o capítulo dez?
R. Com a visão que Daniel teve a respeito dos acontecimentos dos últimos dias.

2. Qual era o motivo da tristeza de Daniel?
R. Não sabemos o motivo real que trouxe tamanha tristeza e dor ao coração de Daniel. Todavia, sabemos que ele não se deixou abater por sua melancolia. Daniel continuou a orar e jejuar, buscando o socorro divino.

3. A visão de Daniel no capítulo dez se parece com quais visões?
R. A visão de Daniel é muito parecida com a que João teve na ilha de Patmos (Ap 1.12-20) e com a do profeta Ezequiel (Ez 1.26).

4. Quem era o "homem vestido de linho"?
R. Acredita-se que, assim como João e Ezequiel, o profeta Daniel tenha visto o Senhor Jesus Cristo.

5. Segundo a lição, quem era o príncipe da Pérsia?
R. A maioria dos teólogos acredita que este príncipe seja um anjo satânico.

Lição 10. 7 de Dezembro de 2014, As Setenta Semanas

Lição 10
7 de Dezembro de 2014
As Setenta Semanas

TEXTO ÁUREO

"Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para extinguir a transgressão, e dar fim aos pecados, e expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e ungir o Santo dos santos"
 (Dn 9.24).


VERDADE PRÁTICA

Deus revela os seus mistérios a quem reconhece a sua soberania e submete-se a sua vontade em amor e contrição.

HINOS SUGERIDOS 105, 483, 231

LEITURA DIÁRIA


Segunda - Mt 21.18-22
O ensino de Jesus sobre a fé

Terça  - Pv 15.29; Sl 141.2
Deus está pronto a ouvir

Quarta - Pv 11.2; 29.23
Humildade e sabedoria

Quinta - Dt 9.18-29
Uma vida de oração

Sexta - Mt 13.1-23 
Deus revelou os mistérios do Reino

Sábado - Dn 9.1-10
Daniel, um homem de oração

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Daniel  9.20-27

INTERAÇÃO

Prezado professor, na lição de hoje estudaremos as setenta semanas do livro de Daniel. Este é um assunto que deve ser estudado com muita dedicação. Depois de estudar  com zelo as profecias  do profeta  Jeremias,  Daniel compreendeu o futuro do seu povo. A profecia de Daniel começou a se cumprir a partir do decreto da restauração de Israel por ordem do rei Artaxerxes (Ne 2.1-8). Porém, a profecia  ainda não se cumpriu na íntegra, pois a septuagésima semana de Daniel foi interrompida pelo Todo-Poderoso. A Igreja de Cristo não verá  o cumprimento total desta profecia, pois antes que a septuagésima semana se cumpra ela já terá sido arrebatada.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Conhecer que Daniel compreendeu o futuro de Israel após estudar as profecias de Jeremias.
Compreender as setenta semanas profetizadas no livro de Daniel.
Saber  os propósitos da septuagésima semana.


ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Para introduzir o segundo tópico da lição desta semana reproduza o esquema abaixo conforme as suas possibilidades. Com o auxílio do esquema, explique que a profecia de Daniel começou a se cumprir a partir do decreto da restauração de Israel por ordem de Artaxerxes (Ne 2.1-8), em
444 a.C. Em seguida, diga aos alunos que essa profecia não foi cumprida cabalmente, pois a septuagésima semana de Daniel foi interrompida por Deus. Então deu-se o advento da Igreja. Afirme que a Igreja deve primeiramente ser arrebatada, para em seguida, a profecia sobre a septuagésima semana cumprir-se literal e plenamente.



COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO

Diferentemente dos capítulos anteriores, o nono capítulo de Daniel não descreve o futuro dos impérios mundiais, mas o de Israel. Nesta lição, estudaremos a pesquisa de Daniel quanto à profecia de Jeremias: as setenta semanas, um período de 490 anos para o povo judeu. Este período compreende o fim do tempo da escravidão e do exílio dos israelitas em terras estranhas. A partir de uma circunstância histórica, Deus revelou a Daniel uma verdade futura acerca do seu povo. Pelo período de setenta anos, Israel veria a soberania de D eus inter v in do em seu futuro. E após uma visão estarrecedora dos capítulos 7 e 8, referente ao tempo vindouro, em que "um rei feroz" prefigurava o futuro Anticristo, o profeta enfraqueceu-se física e emocionalmente, restando-lhe tão somente orar e buscar o socorro de Deus.

I. DANIEL INTERCEDE A DEUS  PELO  SEU POVO (Dn 9.3-19)

1. O tempo da profecia de Jeremias (vv. 1,2). Daniel, agora um ancião, ainda exercia suas atividades políticas sob domínio de Dario. O profeta esquadrinhou a mensagem do livro de Jeremias. E descobriu que a profecia de Jeremias determinava um tempo de setenta anos de cativeiro para os judeus. Logo este tempo marcado pelo sofrimento chegaria ao fim. Ao compreender a mensagem, o profeta Daniel orou a Deus, pedindo-lhe o cumprimento da promessa ao seu povo e que, por fim, Ele restaurasse o reino a Israel.
2. A confissão dos pecados  de um povo  (vv.3-11,20). A oração de Daniel demonstrou uma atitude confessional e de reconhecimento da culpa. Ele não apenas informou a culpabilidade do seu povo, mas a sua própria também: "pecamos, e cometemos iniquidade, e procedemos impiamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos" (v.5). A despeito da sua integridade, Daniel não foi presunçoso diante da justiça de Deus, pois ele colocou-se debaixo da mesma culpa do povo e suplicou o perdão a Deus.
3.  Daniel reconheceu a justiça de Deus  (vv.7,16). A princípio, como um ser humano imerso no sofrimento, Daniel não compreendeu a manifestação da justiça de Deus contra o seu povo, mas ao mesmo tempo ele estava convicto acerca da perfeição da justiça divina.
Não podemos, entretanto, confundir o juízo de Deus com os acertos de contas humanos. A justiça divina não é justiça humana.

SINOPSE DO TÓPICO (1)

As guerras e pelejas entre os crentes são frutos dos desejos egoístas e carnais que carregamos em nosso interior. 

II. DEUS  REVELA O FUTURO DO SEU POVO (Dn 9.24-27)

1. As setenta semanas (v.24).   Daniel confirmara que Jeremias profetizou os setenta anos do exílio de Israel (Jr 25.11-13; 2 Cr 36.21). Por isso, na Bíblia, o número setenta ganhou um sentido profético. Assim, cada dia da semana pode significar um ano; cada semana, um período de sete anos. Então, as setenta semanas compreendem o período de 490 anos setenta multiplicado por sete. Mas quando se deu o início do cumprimento das setenta semanas? Para respondermos a esta pergunta temos de explicar primeiramente a expressão "setenta semanas":
a) Explicação. O versículo 24 afirma que Deus determinou as setenta semanas. O bloco que forma os versículos 24-27 é profeticamente dividido em três grupos: 1) sete semanas (49 anos); 2) sessenta e duas semanas (434 anos); 3) uma semana (7 anos). Estes somam as setenta semanas: 
b) O primeiro grupo (1). O início desta profecia deu-se com o decreto da reconstrução de Jerusalém (v.25). Os principais estudiosos do assunto concordam que se trata do decreto de Artaxerxes Longímano, baixado em 445 a.C. (cf. Ne 2).
c) O segundo grupo (2).  É o período do advento do Messias, Jesus de Nazaré (vv.25,26). Neste tempo o Senhor foi morto e mais tarde Jerusalém foi novamente destruída através da liderança do general do exército romano, Tito, em 70 d.C.
d) O terceiro (3). Esta semana ainda não aconteceu (v.27). Compare o versículo 27 de Daniel com Mateus 24.15 e veja como se trata de uma profecia que ainda não se cumpriu. Esta última semana refere-se, então, ao período que implicará o advento do Anticristo e o início do tempo de tribulação para Israel.
2. Os  três  príncipes são mencionados  na  profecia (vv.25,26). O primeiro príncipe é o Messias (v.25). O segundo apareceu posteriormente e destruiu a cidade de Jerusalém e o santuário em 70 d.C., trata-se do general Tito (v.26). E o terceiro príncipe surgirá no futuro, na última semana profetizada por Daniel (v. 27). Este príncipe não é o Messias "tirado" (9.26), mas certamente um personagem mais poderoso que Antíoco Epifânio e o general Tito. Trata-se, portanto, do Anticristo (2 Ts 2.3-9; 1 Jo 2.18).
3. O intervalo que precede a septuagésima semana (v.27).  O estudo das Escrituras demonstra um longo intervalo de tempo que precede a septuagésima semana. A Bíblia identifica este intervalo profético como "o tempo dos gentios". A comunhão espiritual entre judeus e gentios, mediante a salvação em Cristo, formou um novo povo para Deus: a Igreja (Ef 2.12-16; 1 Pe 2.9,10). Atualmente, estamos no tempo da graça de Deus e temos de anunciar o ano aceitável do Senhor para o mundo inteiro (Lc 4.18,19).
Após o tempo gentílico virá a última semana que, identificada pelas profecias bíblicas, significa um tempo de Grande Tribulação.
É neste tempo que o "assolador", isto é, o "anticristo" ou "o homem do pecado" ou "o homem da perdição", virá sobre a asa das abominações (v.27).
Os sinais que precedem a revelação dessa figura abominável estão ocorrendo por toda parte. Todavia, a Igreja de Cristo não mais estará neste mundo, pois a noiva do Senhor será arrebatada antes do tempo da tribulação (1 Co 15.51,52).

SINOPSE DO TÓPICO (2)

Na Bíblia, o número setenta ganhou sentido profético, pois a partir desta visão profética Deus revelou o futuro do seu povo a Daniel.

III. OS PROPÓSITOS DA SEPTUAGÉSIMA SEMANA (Dn 9.27)

1. Revelar o "homem do pecado" (2 Ts 2.3). De acordo com as profecias, nem Antíoco Epifânio nem o general Tito foram objetos das predições do versículo 27 de Daniel. A passagem bíblica começa com o pronome "ele", também identificado como "o rei de cara feroz"; "o chifre pequeno"; "o animal terrível e espantoso". Mas quem será o personagem do livro de Daniel? Em o Novo Testamento, ele é identificado como "o anticristo" (1 Jo 2.18; 4.3) e "a besta que saiu do mar" (Ap 13.1). Apesar de apresentada numa linguagem simbólica, a personagem é literal. Trata-se de um líder mundial poderoso que chamará a atenção das nações pela sua diplomacia, astúcia e inteligência política.
2.  A  Grande   Tribulação (Mt 24.15,21). O Anticristo "fará uma aliança com muitos por uma semana (v.27). Note a expressão "com muitos"! Esta quer dizer que o Anticristo fará uma aliança com Israel, mas de início esta aliança não será unânime entre os judeus. Contudo, o Anticristo terá influência suficiente para impor a sua liderança política e, por fim, alcançar o sucesso e sua completa aceitação entre os judeus.
A força política do Anticristo será reconhecida nos três primeiros anos e meio, isto é, na primeira metade da última semana, quando a marca desse tempo será um período de falsa paz e harmonia. Em seguida, surgirá um tempo de sofrimento e tamanha aflição em todo o mundo. Perseguição, humilhação e morte serão a tônica desse tempo, a segunda fase da Grande Tribulação. Entretanto, e antes de tudo isso ocorrer, a Igreja será arrebatada e estará para sempre com Cristo na glória.
3. Revelar a vitória gloriosa  do  Messias. Jesus Cristo, o Messias prometido, será revelado quando da sua segunda vinda visível sobre o Monte das Oliveiras (Zc 9.9,10). O Rei aniquilará por completo o poderio do Anticristo, do falso profeta e do próprio Diabo (Ap 19.19-21) e estabelecerá um reino de paz e harmonia no mundo todo. Esta é uma mensagem de esperança para o nosso coração. Não tenhamos medo, creiamos tão somente! Breve Jesus voltará! Alegremo-nos nesta esperança!

SINOPSE DO TÓPICO (3)

Os propósitos da septuagésima semana são revelar ao povo de Deus o "homem do pecado", "a Grande Tribulação" e o tempo da vitória gloriosa do Messias. 

CONCLUSÃO

Vivemos um tempo de incredulidade. Muitos se dizem teólogos, mas negam e desprestigiam as profecias bíblicas. Eles preferem as alegorias ao invés de se debruçarem sobre as Escrituras e estudá-las com fé, graça e humildade. Entretanto, a Igreja não pode rejeitar as verdades futuras de nosso Senhor. Portanto, corramos e prossigamos em conhecê-lo mais, sabendo que um dia tudo será desvendado aos nossos olhos.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsídio Teológico
"O CONTEXTO DA PROFECIA 
Daniel entendeu, a partir das profecias de Jeremias, que o exílio na Babilônia duraria setenta anos (Dn 9.2; Jr 25.11; 29.10). Ele reconheceu que a restauração dependia do arrependimento nacional (Jr 29.10-14), de modo que Daniel intercedeu pessoalmente por Israel com penitência e petições. Ele orou especificamente pela restauração de Jerusalém e do Templo (Dn 9.3-19). Aparentemente, Daniel esperava o cumprimento imediato e completo da restauração de Israel com a conclusão do cativeiro dos setenta anos. No entanto, a resposta que lhe foi entregue pelo arcanjo Gabriel (a profecia dos setenta anos) revelou que a restauração de Israel seria progressiva e se cumpriria definitivamente somente no tempo do fim (LAHAYE, Tim; HINDSON (Ed.). Enciclopédia Popular de  Profecia Bíblica. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p.429).

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

LAHAYE, Tim; HINDSON (Ed.). Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.
MERRIL, Eugene H. História de Israel no Antigo Testamento: O reino de sacerdotes que Deus colocou entre as nações. 6.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.
 ZUCK, Roy B (Ed.). Teologia do Antigo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD. 2009.

SAIBA MAIS

Revista Ensinador Cristão CPAD
nº 60, p.41.

EXERCÍCIOS

1. Em relação à profecia de Jeremias, o que Daniel descobriu? 
R. Ele descobriu que a profecia de Jeremias determinava um tempo de setenta anos de cativeiro para os judeus. Logo este tempo marcado pelo sofrimento chegaria ao fim.

2. O que a oração intercessória de Daniel demonstrou?
R. A oração de Daniel demonstrou uma atitude confessional e de reconhecimento da culpa.

3. Como está dividido o bloco dos versículos 24-27?
R. O bloco que forma os versículos 24-27 é profeticamente dividido em três grupos: 1) sete semanas (49 anos); 2) sessenta e duas semanas (434 anos); 3) uma semana (7 anos).

4. Como é identificado o intervalo da "septuagésima semana"?
R. Esta última semana refere-se ao período que implicará o advento do Anticristo e o início do tempo de tribulação para Israel.

5. Mencione os propósitos da septuagésima semana.
R. Revelar ao povo de Deus o "homem do pecado", "a Grande Tribulação" e o tempo da vitória gloriosa do Messias

Lição 9. 30 de Novembro de 2014 O Prenúncio do Tempo do Fim


Lição 9
30 de Novembro de 2014
O Prenúncio do
Tempo do Fim

TEXTO ÁUREO

"E disse: Eis que te farei saber o que há de acontecer no último tempo da ira; porque ela se exercerá no determinado tempo do fim" 
(Dn 8.19).

VERDADE PRÁTICA

O tempo do fim não é o fim do mundo, mas o tempo de tratamento de Deus com o povo de Israel, prenunciando a vinda de Cristo.

HINOS SUGERIDOS 304, 334, 469

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Tt 2.13
O aparecimento do grande Deus

Terça  - Dn 7.13
Cristo vindo em glória nas nuvens

Quarta - Mc 13.26
Cristo vindo com grande poder

Quinta - Mt 25.31,32
Jesus vindo em glória para julgar as nações

Sexta - At 1.10,11 
Os anjos afirmam que Jesus voltará

Sábado - Mt 16.27 
Jesus vindo para julgar a cada um




LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Daniel 8.1,3-11

INTERAÇÃO

"O tempo do fim." Há pessoas que têm arrepios quando ouvem tal expressão. Mas esta nada tem com o fim do mundo. Todavia, parece que o tema escatológico do fim do mundo mexe com os sentimentos das pessoas. Não por acaso, a indústria cinematográfica americana tem investido bilhões de dólares acerca destes temários. No meio evangélico não é diferente, pois não poucos autores e cineastas têm assustado pessoas fazendo com que as profecias pareçam um filme de Hollywood. Quando ensinamos o oitavo capítulo do livro de Daniel, a nossa perspectiva de ensino não pode ser a do terror, mas a da esperança. Apresentando aos nossos alunos o triunfo do Reino de Deus mediante o contexto profético apresentado no capítulo em estudo.

OBJETIVOS
Após a aula, o aluno deverá estar apto a:
Conhecer os símbolos proféticos do carneiro e do bode.
Identificar a visão do chifre pequeno.
Compreender o período do tempo do fim

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Prezado professor, após lecionar o primeiro tópico da lição, sugerimos que reproduza o esquema da baixo. A ideia é reforçar o aprendizado dos alunos. De acordo com o esquema elaborado e objetivando a assimilação das informações pelos alunos, é salutar ao professor acrescentar ao esquema proposto figuras do bode, do carneiro e dos impérios medo-persa e grego - as imagens podem ser identificadas na internet ou adquiridas nas lojas da CPAD. A exposição oral do assunto conjugado ao esquema e as figuras dos animais farão com que os alunos tenham sucesso no processo ensino-aprendizagem. Boa aula!


O CARNEIRO
OS CHIFRES DO CARNEIRO
O BODE
E O GRANDE CHIFRE
O  significado do  carneiro é  o  advento  do  império medo-persa
Eram dois os chifres do carneiro: o maior e o menor. O maior referia-se a Ciro, o persa; o menor, Dario da Média
A figura do bode representava o império grego. E o chifre, o imperador Alexandre.


COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO

No capítulo sete, Daniel tem a visão dos quatro animais, cada um destes representando um império mundial. No capítulo oito, que estudaremos nesta lição, o profeta tem sua segunda visão. Ele viu um carneiro lutando contra um bode. Na verdade, este capítulo repete muito da predição do capítulo dois, e especialmente do capítulo sete. Todavia, o capítulo oito acrescenta detalhes importantíssimos quanto aos períodos medo-persa e grego.

I. - A VISÃO  DO CARNEIRO E DO BODE  (Dn 8.3-5)

1. A visão do carneiro (Dn 8.3,4,20). Esse carneiro simbolizava o império medo-persa (v.20). Segundo os historiadores, no caso dos persas, os seus reis sempre levavam como emblema uma cabeça de carneiro em ouro sobre a cabeça, principalmente quando passavam em revista os seus exércitos. De acordo com a história, os medos haviam prevalecido na guerra com a Babilônia. Dario foi o primeiro governante da união entre a Média e a Pérsia. Porém, logo os persas prevaleceram em força e Ciro tornou-se o rei do império.
O carneiro identificado como o império medo-persa venceu e derrotou o império babilônico quando Belsazar estava no poder. No mesmo dia em que Belsazar zombou de Deus ao utilizar os utensílios sagrados do templo de Jerusalém, ele caiu nas mãos dos medo-persas. Nota-se que há uma repetição do predito na visão do capítulo sete sobre o segundo e o terceiro impérios, porém, Deus de maneira especial mostrou a Daniel o que estaria fazendo no futuro desses impérios e com o próprio povo de Israel.
2. Os chifres do carneiro. Os dois chifres do carneiro não eram iguais, pois um dos chifres era maior que o outro. O maior representava Ciro, o persa (v.3) e o menor representava Dario, da Média. Na cronologia histórica, Ciro sucedeu a Dario. Eventos imp or t antes acontecer am no período desses dois reis até que o carneiro foi vencido, surgindo na visão de Daniel a figura de um bode que ataca o carneiro e o vence (vv.5-7).
3. A visão do bode (Dn 8.5-8). A figura do bode, na mitologia do mundo de então, simbolizava o poder e a força. Na visão de Daniel, o bode arremeteu contra o carneiro com muita força, ferindo-o e quebrando os seus dois chifres.
Segundo a Bíblia de Estudo Pentecostal, "o bode representava a Grécia, e seu grande chifre refere-se a Alexandre, o Grande (8.21)". O carneiro foi totalmente dominado e humilhado. Seus dois chifres foram quebrados e, após isso, ainda foi pisoteado sem compaixão pelo bode. Foi uma profecia de completa sujeição e derrota do império medo-persa pelos gregos.
Nos versículos oito e nove, a "ponta notável" se quebra e surge em seu lugar quatro outras pontas (ou chifres). Esses quatro chifres menores representam os quatro generais que assumiram o império grego depois da morte de Alexandre, o Grande

SINOPSE DO TÓPICO (1)

A visão do bode e do carneiro refere-se respectivamente aos impérios medo-persa e grego

II. O CHIFRE PEQUENO (Dn 8.9)

1. A visão da ponta pequena.  Na visão do profeta Daniel, surge de uma das quatro pontas notáveis, "uma ponta mui pequena" (v.9). Daniel percebeu que esta "ponta pequena" cresceu muito, especialmente direcionada para a " terra formosa", Israel. Essa "ponta pequena" refere-se a Antíoco Epifânio que tornou-se um opressor terrível contra os judeus. Ele surgiu da partilha do império de Alexandre e a ele coube o domínio da Síria, Ásia Menor e Babilônia.
2. A ultrajante atividade desse rei  contra   Israel (Dn 8.10,11). Os versículos dez e onze falam das ações ultrajantes do "pequeno chifre" contra o povo de Deus, profanando o santuário de Israel e tentando acabar com o "sacrifício contínuo" que Israel fazia ao Senhor.
3. A purificação do santuário  (Dn  8.14).  Segundo a história, a purificação do santuário ocorreu três anos e dois meses depois de o altar do Senhor ter sido removido por Antíoco. Deus é bom e misericordioso.Mesmo seu povo sendo infiel, Ele iria purificá-los e restaurá-los.

SINOPSE DO TÓPICO (2)

O chifre pequeno de Daniel 8.9 refere-se à Antíoco Epifânio, um opressor cruel e terrível contra Israel.

III. ANTÍOCO EPIFÂNIO, O PROTÓTIPO DO ANTICRISTO

1. Antíoco Epifânio. Por ora basta dizer que este foi um rei da dinastia Selêucida (Babilônia e Síria) que perseguiu os judeus de Jerusalém e da Judeia. Trata-se do rei de cara feroz descrito no versículo vinte e três. Este monarca cometeu tantas atrocidades contra o povo de Deus, que muitos o veem como um tipo do Anticristo.
2. A visão do anjo Gabriel (Dn 8.16). O "Gabriel" mencionado no versículo dezesseis é um anjo que o Senhor enviou com o propósito de explicar a Daniel a visão. Esse mesmo Gabriel também foi enviado a Zacarias e, igualmente, a Maria, para anunciar o nascimento de Jesus (Lc 1.1-38). Como veremos, no capítulo nove ele aparece novamente a Daniel.
3.  O  tempo  do  fim  (Dn 8.17).  Segundo a Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, "o fim do tempo", neste caso é uma alusão a todo o período entre o final do exílio e a segunda vinda de Cristo". Os governantes e impérios visto por Daniel no capítulo oito já não existem mais. Homens como Alexandre e Epifânio morreram e seus impérios chegaram ao fim, pois os reinos deste mundo são efêmeros. Somente um reino nunca terá fim o reino do Messias: "O reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será reino eterno, e todos os domínios o servirão e lhe obedecerão" (Dn 7.27).

SINOPSE DO TÓPICO (3)

Por perseguir os judeus em Jerusalém e na Judeia, por cometer tantas atrocidades contra o povo de Deus, Antíoco Epifânio é considerado por muitos estudiosos um tipo do Anticristo

CONCLUSÃO
Deus é soberano e a história do mundo faz parte dos seus desígnios. Ele conhece toda a história, começo e fim. O futuro do homem e do mundo está sob o olhar do Altíssimo

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsídio Histórico
"MEDOS, MÉDIA
Em Isaías 13.17,18 e Jeremias 51.11,28, foi predito o papel que os medos iriam desempenhar na queda da Babilônia, embora nessa época os persas estivessem dominando. Daniel também atribui aos medos um papel importante na queda da cidade da Babilônia (Dn 5.30,31). Talvez em 539 a.C. os exércitos de Ciro o Grande fossem dirigidos por um Dario, o medo, que 'ocupou o reino, na idade de sessenta e dois' (v.31). Entretanto, é difícil identificar esse Dario, o medo. O estudioso J. C. Whitcomb Jr. acredita que era o Gubaru das Crônicas de Nabonido (PFEIFFER, Charles F.; VOS, Howard, F. Dicionário  Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, pp.1242-43).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

Subsídio Histórico
"PÉRSIA
Os reis assírios foram os primeiros a mencionar a Pérsia em seus relatos. Salmanaser III recebeu tributo dos reis da Parsua em 836 a.C., Tiglate Pilaser III invadiu a Parsua em 737, e Senaqueribe lutou contra eles em Halulina em 681. Aquêmenes (Hakhmanish da Pérsia) foi o ancestral epônimo que fundou a dinastia persa. Teispes, filho de Aquêmenes, dois netos, Ariyaramnes e Ciro I, e um bisneto, Cambises, governaram a terra natal, mas foram subordinados aos seus primos mais poderosos do norte, os medos. A pátria deste povo de língua indo-europeia era chamada de Parsa, mas eles a chamavam de Airyana, do sânscrito arya, 'nobre', e a partir daí o atual Irã. O país situava-se a leste de Elão a partir do golfo Pérsico até o Grande Deserto de Sal. Este povo passou pelo planalto do Irã e ocupou esta região no início do primeiro milênio a.C.
Depois da queda de Nínive, em 612 a.C., os medos controlaram todo o norte da Mesopotâmia. O casamento de Cambises com a filha do rei medo Astíages, resultou no nascimento de Ciro II. Este líder uniu as tribos persas e juntou forças com Nabu-na'id (Nabonido) da Babilônia, em uma revolta contra os medos. Em pouco tempo, o controle da Média caiu nas mãos de Ciro o Grande, em 547 a.C. ele venceu Creso, o rei de Lídia que governava a Anatólia ocidental.
Ciro não fez uma mudança radical quando tomou os reinos dos caldeus, mas instituiu reformas. Colocou o templo da Babilônia sob sua própria administração, mas teve uma atitude iluminada em relação
às religiões que eram diferentes da sua. Os judeus exilados não foram os únicos a receber liberdade religiosa e voltar para a sua terra natal (PFEIFFER, Charles F.; VOS, Howard, F. Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, pp.1515-16).

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

PFEIFFER, Charles F.; VOS, Howard, F. Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2009.
SILVA, Severino Pedro. Daniel Versículo por  Versículo: As visões para estes últimos dias. 13.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
STAMPS, Donald C (Ed.). Bíblia de Estudo Pentecostal: Antigo e Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

SAIBA MAIS

Revista Ensinador Cristão CPAD
nº58. p.40.

EXERCÍCIOS

1. Quais são os dois animais da visão do capítulo oito?. 
R. Ciro, o persa; Dário da média.

2. O carneiro simbolizava qual império?
R. O império medo-persa.

3. O que representava os dois chifres do carneiro?
R. O carneiro e o bode.

4. A ponta pequena do chifre refere-se a quem?
R. Essa "ponta pequena" refere-se à Antíoco Epifânio que tornou-se um opressor terrível contra Israel.

5. Alguns teólogos veem Antíoco como um protótipo de quem?
R. Protótipo do Anticristo