SEGUNDO TRIMESTRE DE 2016. PARA JOVENS - EU E MINHA CASA

Lição 13. 26/06/2016 A FAMÍLIA NO SÉCULO XXI


Lição 1326/06/2016
A FAMÍLIA NO SÉCULO XXI
tEXtO dO dia
SÍNtESE
"E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará."
(Mt 24.12)
A família do século XXI passa por uma séria crise, mas a Bíblia Sagrada tem a solução para a restauração de todas as coisas. ddwq
Agenda de leitura
SEGUNDA - Mt 24.7,8; 2 Ts 2.7
Uma família que vive em turbulência

QUINTA - Mt 10.21,36; 24.10
Uma família com problemas de relacionamento
TERÇA - 2 Tm 3.2
Uma família que desobedece aos pais
SEXTA - Lc 17.26,27
Uma família materialista
QUARTA - Mt 24.12
Uma família com pouco amor
SÁBADO - Lc 17.28-30
Uma família que não respeita o casamento
Objetivos
o   ELENCAR as crises que corroem a estrutura familiar na atualidade;
o   ENTENDER que a origem dos terríveis problemas enfrentados pela família no século XXI é espiritual: o distanciamento do homem de seu Criador;
o   PERCEBER os efeitos danosos da cosmovisão pós-modernista na sociedade atual.
Interação
Caríssimo professor, chegamos ao final do trimestre! A sensação é a de dever cumprido. Esperamos, sinceramente, que a interação da qual desfrutamos por meio desta seção tenha abençoado o seu ministério de alguma forma. Vem aí um novo desafio! Que Deus o fortaleça e que seu ministério seja coroado com muitos frutos! "Ensinar pode, às vezes, parecer a tarefa mais difícil do mundo. Há tanto para fazer e tão pouco tempo para realizar e antes que você perceba já é hora de se preparar para o próximo ano. Apoie-se no fato de que você tem o apoio de um Professor divino que lhe ensinará todas as coisas e lhe lembrará o quanto você é amado " (Graça Diária para Professores, CPAD, 2011, p. 83).
Orientação Pedagógica
Professor, reproduza no quadro a estatística sobre suicídio mencionada no terceiro ponto do tópico III desta lição (http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/09/150922_suicidio_jovens_fd). Se for possível, aprofunde a pesquisa sobre o assunto, especialmente no que diz respeito ao contexto em que você está inserido, a fim de que possa contextualizar ainda mais a discussão. Para introduzir a aula, apresente os dados aos seus alunos, questione se eles conhecem algum caso, de alguém próximo ou conhecido, e chame a atenção deles para a gravidade do problema. Ressalte que a família, no século XXI, tem passado por sérias crises, o que se deve, em parte, à cosmovisão pós-modernista, a qual tem como um de seus efeitos mais danosos o aumento no número de suicídios.
Texto bíblico
Lucas 17.26-30
26. E, como aconteceu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do Homem.
27. Comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio e consumiu a todos.
28. Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam.
29. Mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre, consumindo a todos.
30. Assim será no dia em que o Filho do Homem se há de manifestar.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Nunca as pessoas se preocuparam tanto com o conceito de família como nos dias atuais,  muitos têm  investido fortemente   para mudar o padrão tradicional de família que biblicamente, é formada por pai, mãe e filhos. O Poder Judiciário chancelou tal mudança autorizando casamentos entre pessoas do mesmo sexo e até mesmo adoções por casais homossexuais.

I - A ERA DAS CRISES
1. Crise educacional. Hoje busca-se construir na sociedade um novo padrão educacional, em homenagem ao relativismo moral. Vários teóricos defendem que, caso as crianças sejam entregues a si mesmas, sem a imposição da educação tradicional com padrões objetivos, espontaneamente se inclinarão ao amor, à abnegação, ao trabalho competente e serão muito mais criativas. Com isso admitem que a natureza humana é essencialmente boa, em contraste com o que diz a Bíblia (Pv 22.15), não precisando, por isso, na visão deles, de ensinamento dos valores morais tradicionais. Nessa esteira, surgiu a teoria educacional do Construtivismo, que se coaduna perfeitamente com a famigerada e tão difundida ideologia de gênero, sendo que ambas são extremamente prejudiciais à família. Um abismo chama outro abismo (Sl 42.7).
2. Crise de autoridade. A crise de autoridade, observada como fenômeno no mundo moderno, tem-se apresentado como um problema cada vez mais grave, que tem atingido as instituições do Estado, escolas, famílias e igrejas, em todo o mundo. Mas qual a origem de tanta insubmissão em nossos dias? A resposta não é simples, mas há, pelo menos, dois aspectos importantes a serem abordados. A primeira motivação dessa crise é a sociológica, haja vista a forte disseminação do pensamento pós-moderno em nossos dias. Ora, quando não se acredita na existência de uma verdade absoluta, relativiza-se a moral, desconstruindo-se as diretrizes da cosmovisão judaico-cristã, abrindo, dessa maneira, as portas para todos os tipos de males. É nesse contexto que floresce, em solo fértil, a presente crise de autoridade. Entretanto há outro aspecto, e esse é o mais importante: a origem espiritual da crise de autoridade. A insubmissão, que é uma atitude contra a autoridade divina, apresenta-se como a causa primordial de todo e qualquer pecado. Ela nasceu, primeiramente, no coração de Satanás, e se propaga no entendimento daqueles que voltam suas costas para Deus. Sem dúvida, quando o homem se submete à autoridade de Cristo, cumprirá a sua palavra que determinou submissão às autoridades delegadas e aos pais. A origem da crise de autoridade que todas as instituições enfrentam, hoje, tem um forte componente da esfera espiritual - o princípio de rebelião de Satanás.
3. Crise de identidade familiar. Pais e professores reclamam da dificuldade de estabelecer limites e regras aos mais jovens, que querem impor seu desejo por mais liberdade e autonomia, e o fazem de forma a romper com todos os padrões pré-estabelecidos, comprometendo as regras mais básicas de convivência, a ponto de tornar insustentável o relacionamento familiar e em sala de aula (2 Tm 3.2). Muitos pais de meia-idade formam, com nostalgia, a última geração de filhos que respeitava seus genitores e, com tristeza, a primeira geração de pais que têm medo de seus filhos, os quais não podem ser contrariados, pois possuem, como dizem os psicólogos, baixa tolerância à frustração - são indivíduos que, se tiverem seus interesses não concedidos, ficarão ensandecidos e provocarão brigas, com consequências imprevisíveis.

Pense
 Por que a sociedade atual não cria mecanismos para se ver livre de tantas crises que corroem a estrutura da família? Por que não há interesse nisso?

Ponto Importante
A maioria dos organismos internacionais, dentre os quais a ONU, tem adotado posicionamentos que corroboram com a desconstrução familiar, o que acentua ainda mais as crises.

II - UMA FAMÍLIA EM CRISE
1. Problemas de relacionamentos. A família hodierna passa por uma forte crise de relacionamentos. É comum observar na mídia pais que matam filhos pequenos, filhos que planejam a morte de pais e irmãos, pelos motivos mais variados. Há algo muito errado nas famílias dos dias atuais. A resposta, certamente, passa pelo aspecto espiritual: o homem tem-se distanciado do seu Criador. O Senhor Jesus falou que a desagregação familiar seria marcante, a tal ponto que os inimigos do homem seriam seus próprios familiares (Mt 10.21,36; 24.10). Isso é, sem dúvida, realidade em muitos lares. Entretanto o propósito de Deus, desde o princípio, é que as famílias sejam benditas (Gn 12.3), pois com isso a igreja será abençoada e também o mundo. Entretanto, vê-se que a sociedade está, cada vez mais, indo de mal a pior, enganando e sendo enganada.
2. Materialismo. O materialismo é um dos grandes inimigos das famílias. Ele incute a ideia de que os bens materiais são mais importantes que as riquezas espirituais, como aconteceu com Ló, que agiu por impulso ao ver as belas campinas perto das Cidades de Sodoma e Gomorra (Gn 13.10,11). Ló só queria ser feliz, porém não previa que aquela escolha seria a razão da destruição de sua família. Enquanto a Palavra de Deus estabelece que Deus deve ter a primazia na vida, no materialismo as coisas desta vida ocupam o lugar mais importante. O materialista olha para a vida sem a dimensão da eternidade, obtendo, por isso, uma visão extremamente empobrecida da realidade. A Bíblia diz que o justo pode ver mais além, pois ele vive da fé. Uma sociedade criada sob a orientação materialista tem tudo para apresentar altos índices de criminalidade, corrupção, prostituição etc.
3. Não respeito ao casamento. A sociedade atualmente não mais valoriza o casamento, como foi no passado. Por isso, tantas mazelas nas famílias são vistas cada vez mais. É extremamente comum, por exemplo, que rapazes e moças saiam da casa de seus pais para morarem juntos antes do casamento.  Isso tudo é reflexo de uma profunda falta de temor a Deus. Mas também é cumprimento de uma profecia de Jesus, quando falou sobre os dias que antecederiam Sua vinda, os quais seriam como os dias de Ló, nos quais os homens comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam (Lc 17.28). Interessante que, no versículo anterior, o Senhor, ao mencionar os dias de Noé, falou sobre a prática do casamento, mas depois excluiu propositalmente o termo, para demonstrar o desprezo da geração dos últimos dias pelo matrimônio. A sacralidade do casamento vem sendo constantemente atacada, inclusive pela aceitação das denominadas uniões homoafetivas.

Pense
O que fazer para reverter as mazelas da sociedade pós-moderna, tais como a violência nos lares, o materialismo e a dessacralização do casamento?

Ponto Importante
O Cristianismo, como detentor da contracultura mais poderosa, não pode ficar calado. É preciso anunciar as verdades de Deus. O resultado? Só o tempo dirá.

Enquanto a Palavra de Deus estabelece que Deus deve ter a primazia na vida, no materialismo as coisas desta vida ocupam o lugar mais importante.
SUBSÍDIO 1
"Poucos obreiros se equipam para colocar freio nas tendências destrutivas que desfizeram os casamentos com regularidade sempre crescente, até dentro de suas próprias congregações.
Como um modelo histórico estimulante, considere Jonathan Edward, pastor congregacional, acadêmico e líder do Primeiro Grande Reavivamento nos Estados Unidos. Ele e sua mulher, Sarah, criaram 11 crianças; e até 1900, a família tinha 1400 descendentes, entre eles 13 reitores, 65 professores, 100 advogados, 30 juízes, 66 médicos e 80 funcionários públicos proeminentes, incluindo três governadores, três senadores e um vice-presidente dos Estados Unidos. Se os evangélicos contemporâneos esperam deixar o mesmo poderoso legado, precisamos perceber que a tarefa de construir uma cultura exige compromisso de longo prazo, e devemos enfocar nosso alvo em nutrir famílias piedosas para influenciar gerações futuras.
Seja sua família pequena ou grande, sejam seus recursos escassos ou extensos, todo pai e mãe cristãos são chamados para tornar o lar um ministério. Isto significa educar as nossas crianças numa cosmovisão bíblica e equipá-las para terem impacto no mundo. Ao final das contas, é a melhor maneira pela qual os cristãos podem restaurar e redimir a cultura ao redor" (COLSON, Charles; PEARCEY, Nancy. E Agora, Como Viveremos? 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2000, pp. 385,386).

SUBSÍDIO 2
"No século XXI, a família está sob ataque das forças do inferno de maneira sistemática e insidiosa. Em todos os tempos, esse ataque tem sido real. Mas nunca como nos dias presentes. Satanás tem conseguido mobilizar governos, sistemas judiciário, escolas e faculdades, para minar as bases da instituição familiar. Só em Cristo a família pode resistir às investidas satânicas.
Formadores de opinião trabalham para a destruição da entidade familiar, tal como Deus a criou, pela união de um homem e de uma mulher através do casamento. A sociedade sem Deus admite outros 'arranjos' de família.
Hoje, porém, com a influência dos meios de comunicação, os costumes têm mudado drasticamente, alcançando todos os rincões do país. Seja nas grandes capitais, seja nos menores distritos, vilas e povoados, a influência nefanda desse falso 'progresso' tem chegado, dominando as mentes e as consciências.
Infelizmente, os governos estão alinhados com o espírito do Anticristo. Quase sem exceção, todos estão de acordo com as mudanças perniciosas que se voltam contra a família. Até porque, com a 'nova visão de mundo', a família tradicional é considerada ultrapassada. O casamento monogâmico e heterossexual é retrógrado e precisa dar lugar a 'novas configurações de família'" (RENOVATO, Elinaldo. A Família Cristã e os Ataques do Inimigo. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2013, pp.40-42).

ESTANTE DO PROFESSOR
PEARCEY, Nancy. Verdade Absoluta. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2001.
COLSON, Charles; PEARCEY, Nancy. E agora, como viveremos? 2.ed.
Rio de Janeiro: CPAD, 2000.

CONCLUSÃO
A bem-aventurada esperança da família cristã é o retorno do Rei ainda nesta geração (Tt 2.13). Não há motivos para crer que a volta de Jesus vai demorar.  Preparemo-nos para o grandioso encontro com Ele, o qual nos avisou que, quando essas coisas começassem a acontecer, nossa redenção estaria próxima (Lc 21.28). Está escrito: "Porque ainda um poucochinho de tempo, e o que há de vir virá e não tardará" (Hb 10.37). Maranata!
HOra da rEViSãO
1.     Segundo a lição, a teoria educacional do Construtivismo se coaduna com qual ideologia, que igualmente faz mal às famílias?
Ideologia de gênero.
2.     Defina materialismo, segundo a lição:
É a cosmovisão que ensina que os bens materiais são mais importantes que as riquezas espirituais.
3.     Quais são os dois aspectos principais da presente crise da autoridade?
O primeiro é sociológico, decorrente da disseminação do pensamento pós-moderno e o segundo é espiritual, em face as impregnação do princípio da rebelião de Satanás, - a insubmissão.
4.     A sociedade  atualmente valoriza o casamento?
Infelizmente não.
5.     Qual o seu conceito de família?
Resposta pessoal.


Lição 12. 19/06/2016 A FAMÍLIA DE JESUS


 Lição 12
19/06/2016

A FAMÍLIA DE JESUS
TEXTO DO DIA


SÍNTESE


"Com a sabedoria se edifica a casa, e com a inteligência ela se firma."
(Pv 24.3)
Ensinar os filhos no caminho do Senhor, como fizeram José e Maria, é o passaporte para a felicidade da família, ainda que haja problemas no percurso.

Agenda de leitura


SEGUNDA - Mt 1.1-16; Lc 3.23-38
Uma família nobre

QUINTA - Jo 7.1-5
Uma família com filhos incrédulos
TERÇA - Lc 2.24
Uma família pobre
SEXTA - Jo 2.1-11
Uma família solidária
QUARTA - Mt 1.24; Lc 1.38
Uma família com pais fiéis
SÁBADO - At 1.14
Uma família que vence a dúvida e o medo
Objetivos


o   ENALTECER os valores de José e Maria como exemplo de jovens comprometidos com a vontade de Deus para suas vidas;
o   CONSIDERAR que Deus escolheu para acolher seu Filho Jesus aqui na terra uma família pobre, mas que observava os valores da solidariedade e do trabalho;
o   SABER que a família de Jesus não era diferente da nossa, ou seja, também era formada por pessoas falíveis, o que não a impediu de vencer desafios como a dúvida e o medo.
Interação


Professor, no próximo domingo será o encerramento do trimestre, portanto, programe-se! Desafie seus alunos! Peça que tragam o maior número possível de parentes à Escola Dominical, independente da idade, salvos ou não. Os objetivos são: congregar toda a família, apresentar a nossa classe bíblica àqueles que não a conhece e trazer de volta os que andam ausentes, tudo isso no final de um trimestre em que "respiramos" família. Cuide para que os parentes visitantes sejam apresentados à igreja. Premie os alunos mais esforçados, observando os recursos financeiros que lhe são disponíveis. Sugestões de brindes: caixas de bombons que possam ser compartilhadas por seu aluno com os familiares presentes e/ou livros da CPAD que tratem do assunto família.
Orientação Pedagógica


Professor, é interessante que você fique atento aos seus alunos para identificar entre eles possíveis vocacionados para o ministério do ensino. A atividade proposta a alguns alunos no final da aula passada pode ajudar nesse processo de descoberta. Conforme acordado, faça a introdução da aula e depois dê oportunidade para que os alunos selecionados abordem o tópico I da lição, que trata da pré-história familiar de Jesus. Deixe que eles se sintam à vontade e auxilie no que puder. Não é demais ressaltar que o objetivo dessa tarefa não é que o aluno substitua o professor, mas promover a dinamização da aula com a participação dos alunos, aumentando, inclusive, seu comprometimento com a Escola Dominical, além de, quem sabe, descobrir novos talentos na área da educação cristã. 
Texto bíblico


 João 7.2-5,8-10
2. E estava próxima a festa dos judeus chamada de Festa dos Tabernáculos.
3. Disseram-lhe, pois, seus irmãos: Sai daqui e vai para a Judeia, para que também os teus discípulos vejam as obras que fazes.
4. Porque não há ninguém que procure ser conhecido que faça coisa alguma em oculto. Se fazes essas coisas, manifesta-te ao mundo.
5. Porque nem mesmo seus irmãos criam nele.
8. Subi vós a esta festa; eu não subo ainda a esta festa, porque ainda o meu tempo não está cumprido.
9. E, havendo-lhes dito isso, ficou na Galileia.
10. Mas, quando seus irmãos já tinham subido à festa, então, subiu ele também não manifestamente, mas como em oculto.
COMENTÁRIO


INTRODUÇÃO
Havia muitas profecias falando sobre o nascimento do Salvador Jesus, e muitos esperavam por isso. O dia chegou e, num canto desprezado do mundo, uma família humana o recepcionou com todo amor e carinho. Os pais eram de ascendência real, porém pobres; tinham nobreza de caráter e uma grande fé em Deus. O início da vida familiar foi bastante difícil, com muitas perseguições e ameaças, mas Deus estava no controle. A família cresceu em torno de uma carpintaria em Nazaré.

I - PRÉ-HISTÓRIA FAMILIAR
1. Uma família nobre. Toda história tem uma pré-história, que a subsidia e a abaliza. O conhecimento da pré-história ajuda a compreender o contexto dos acontecimentos do presente histórico, bem como lança luz em alguns pontos obscuros e de difícil explicação. Esse entendimento desvendará a motivação e a conduta dos personagens da narrativa, diante da carga de valores familiares que acumulam, recebidos por tradição, pela educação religiosa, ou pela herança cultural. Não é sem causa, portanto, que todos os evangelhos contam a pré-história ministerial de Jesus, ao narrar a história de João Batista (Mt 3.1-12; Mc 1.1-8; Lc 3.1-18; Jo 1.15) e a sua pré-história familiar (Mt 1.1-25; Lc 1-3; Jo 1.1-12 - a exceção é Marcos). Observe-se que cada evangelista narra essa pré-história do Messias com base na figura que o Espírito Santo quer transmitir no Evangelho. Por exemplo, Lucas fala da sua profunda humanidade, mas João menciona a pré-história do Messias sob o olhar divino, por detrás dos umbrais da eternidade. Não são, portanto, pré-histórias contraditórias, mas complementares. Assim, a família de Jesus (como todas as famílias) tem uma história antes da história que se quer contar, e ela começa com seus pais. Por isso, a ascendência de José foi narrada por Mateus, ao passo que Lucas, segundo a maioria dos estudiosos, mencionou a ascendência de Maria, dando conta de que ambos possuíam um tronco genealógico muito nobre. Eram da linhagem dos reis de Israel, portanto, pertenciam à tribo de Judá, sendo descendentes diretos tanto de Abraão quanto do Rei Davi. Assim, repousava sobre essa família toda sorte de promessas e direitos.
2. Uma família corajosa. Os pais humanos de Jesus eram muito corajosos. Maria, uma moça bastante jovem, quando ouviu do anjo Gabriel que seria a mãe do Salvador, mesmo sabendo que aquilo poderia, inclusive, ensejar seu apedrejamento, aceitou a vontade do Senhor (Lc 1.38). Esse sentimento de destemor também integrava os valores de José. Ele foi fazer o recenseamento da família em sua terra natal nos últimos dias da gravidez de Maria (Lc 2.1-4).Também não ficou desesperado ante à ameaça de morte de seu primogênito por Herodes, quando teve que fugir para o Egito (Mt 2.13-15). A vida do simples carpinteiro, de uma hora para a outra, entrou em grande provação, mas ele permaneceu inabalável, juntamente com Maria (Mt 2.19-21).
3. Uma família de pais obedientes. José e Maria sempre foram muito obedientes. Eles não tinham suas vidas por preciosas. Quantas vezes tiveram de mudar o que haviam planejado, por causa de uma revelação? Isso aconteceu no anúncio da gravidez pelo anjo, em relação a Maria (Lc 1.38), e na determinação divina, através de sonhos, para que José aceitasse o casamento com Maria (Mt 1.24), além de outras orientações sobre para onde a família deveria se deslocar, qual atividade desenvolver etc. Observa-se, ainda, que eles criaram sua família no temor de Deus. Os filhos que José e Maria tiveram em comum, no fim de tudo, transformaram-se em expoentes da fé cristã. Pais obedientes a Deus geram filhos obedientes, que andam pelo caminho do Senhor e não se desviam dele (Pv 22.6). 

Pense
Dentre tantas famílias com destaque social em Israel, por que Deus escolheu um pobre e inexpressivo casal para cuidar de seu Filho Unigênito?

Ponto Importante
Os critérios das escolhas de Deus não podem ser questionados. Ele viu algo em Maria e José que só na eternidade saberemos.

II - VIDA SOCIAL
1. Pobre. A vida do carpinteiro José não era abastada. Ele e sua família não eram ricos. Prova disso é que, quando foram apresentar a Jesus no Templo, os pais levaram para sacrificar um par de rolas, que era a oferta dos casais pobres (Lc 2.21-24). Quando adulto, o próprio Senhor falou que não tinha onde reclinar a cabeça (Mt 8.20). A prática de colher espigas nos campos alheios era prerrogativa apenas dos pobres (Lv 19.9,10) e os discípulos de Jesus assim o fizeram (Mt 12.1). Também, para entrar em Jerusalém, Jesus teve que pedir emprestado um jumentinho (Lc 19.29-35) e, por fim, a última Páscoa foi celebrada em um cenáculo emprestado (Lc 22.7-13). Todos esses episódios ratificam o fato de que a família de Jesus era pobre (2  Co 8.9).
2. Solidária. O primeiro milagre de Jesus ocorreu em um casamento, quando Maria intercedeu junto a Ele por um problema alheio - a falta de vinho (Jo 2.1-11). Maria demonstrou solidariedade. Ela sabia que aquela circunstância constrangedora não era problema dela, nem de Jesus, mas mesmo assim pediu sua intervenção. A família de Jesus aprendeu a olhar para os mais pobres. Tiago, filho de José e Maria, foi um dos que orientou ao apóstolo Paulo que se lembrasse dos pobres (Gl 2.10) e também, em sua epístola, denunciou aqueles que desonravam os pobres (Tg 2.5,6) e não ajudavam os necessitados (Tg 2.15,16). Importante citar, igualmente, a determinação do Salvador para que João acolhesse Maria em sua própria casa (Jo 19.26,27). O filho primogênito tinha o dever moral de deixar sua mãe amparada. Jesus era Deus, mas, mesmo na hora da morte, continuou sendo um filho exemplar.
3. Trabalhadora. A família de Jesus era muito trabalhadora. Quando os conterrâneos do Mestre o viram, lembraram-se logo da profissão de seu pai e do trabalho exercido pelo Nazareno na carpintaria (Mt 13.55,56; Mc 6.3). Tiago, filho de José e Maria, também criticou os empresários que diminuíram os salários dos trabalhadores (Tg 5.4), refletindo o sentimento aprendido no seio familiar e, claro, a vontade de Deus para a vida dos homens, pois todo trabalho honesto merece uma recompensa digna (1 Tm 5.18). Está escrito: "[...] trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade" (Ef 4.28).

Pense
Por que Deus não colocou Jesus em uma família na qual Ele não precisasse trabalhar? Não seria bem melhor para o Filho de Deus?

Ponto Importante
Deus sabia da pobreza de José e Maria, mas era importante para Jesus viver intensamente sua humanidade. Todo trabalho honesto dignifica o homem.

III - VIDA ESPIRITUAL
1. Pais cheios de fé. A história da família de Jesus foi marcada pela fé. José e Maria aceitaram a missão de abrigar o Filho de Deus em seu lar e em suas vidas, pela fé. Eles poderiam ter dito não, mas, cheios de fé, sorriram para o plano do Altíssimo. Como deve ter sido difícil para eles entenderem o fato do Filho, aos doze anos, ter ficado em Jerusalém sozinho, ou mesmo quando Maria recebeu uma resposta forte nas bodas de Caná (Jo 2.3,4). Mas eles estavam cheios de fé e viram a glória do Senhor. Maria, mesmo sem entender, guardava as coisas incompreensíveis no coração (Lc 2.19). Eles são verdadeiros heróis da fé.
2. Filhos incrédulos. Em Marcos 3.21 observa-se a família de Jesus achando que Ele estava louco e seus parentes saindo para o prender. Eles não estavam convencidos de que os milagres extraordinários e as pregações arrebatadoras de grandes multidões do Messias fossem obra de Deus. Como aconteceu com o rei Davi e seus irmãos, os irmãos de Jesus também o desprezaram. Em João 7.1-8 vê-se os irmãos do Redentor zombando dEle. O Senhor, naquele momento, evitou o confronto, deixando que eles viajassem sozinhos para Jerusalém e, depois, partiu para participar da Festa dos Tabernáculos.
3. Família que vence a dúvida e o medo. A família de Jesus venceu o medo e a dúvida. Em Atos 1.14 consta que Maria e seus filhos biológicos Tiago, José, Judas e Simão (Mc 6.3; Mt 13.55), integravam a primeira comunidade cristã. Em 1 Coríntios 9.5 há a informação de que os irmãos do Senhor atingiram uma posição de liderança na igreja em Jerusalém. Em Gálatas 1.19 é lembrada a visita de Paulo a Jerusalém, onde, além de Cefas, encontrou Tiago, o irmão do Senhor. Em 1 Corintíos 15.7 está escrito que Cristo, depois de ressuscitar, apareceu a Tiago.

Pense
O que aconteceu de tão maravilhoso que levou todos os irmãos de Jesus a se converterem após sua morte no Calvário?

Ponto Importante
 A conversão da família de Jesus pode ter decorrido da revelação a Tiago (1 Co 15.7) ou da Cruz (Jo 12.32). Uma coisa é certa: ficaram em Jerusalém em oração (At 1.14).

SUBSÍDIO


"Os versículos 3 a 8 contêm o diálogo entre Jesus e seus irmãos. Eles falam pela primeira vez nos versículos 3 e 4, onde exortam Jesus a ir a Jerusalém para a Festa dos Tabernáculos - ocasião apropriada para Ele ir publicamente com suas declarações messiânicas, as quais, julgam, devem ser divulgadas de maneira ousada: 'Para que também os teus discípulos vejam as obras que fazes'. Implícito está a noçãode que esta é a maneira de angariar seguidores - fazer sinais. Eles concluem no versículo 4 com a exortação de Ele se manifestar ao mundo.
O modo como os irmãos de Jesus falam claramente os coloca na categoria dos incrédulos. Jesus se distingue ainda mais dos seus irmãos. Seus irmãos foram vistos pela última vez em João 2. 12. Jesus não confiava neles, e também não confia agora. Nestes pequenos parágrafos, estes irmãos desempenham papel importante e tornam-se antagonistas de Jesus, aparecendo duas vezes (vv. 3,10). Eles estão com o mundo (que o odeia) em seu pecado e incapacidade de conhecer as coisas espirituais. Mais tarde, em João 20.17, Jesus envia uma mensagem a seus irmãos acerca de ir para o Pai, muito provavelmente a fim de encorajá-los a crer" (Comentário Bíblico Pentecostal. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, pp. 528,529).

ESTANTE DO PROFESSOR
ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger. Comentário Bíblico
Pentecostal. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.
Comentário Bíblico Beacon. Vol. 6 e 7, Rio de Janeiro: CPAD, 2015.
  
CONCLUSÃO
A família de Jesus apresentava bastante complexidade, como a de todos nós, pois seus integrantes eram seres humanos falíveis. Eles duvidaram, temeram, mas, no fim de tudo, compreenderam o magnífico projeto do Altíssimo. Não é assim, por acaso, que acontece cotidianamente? Membros de famílias cristãs se perdem, mas, depois, como o filho pródigo, retornam ao lar paternal? É preciso orar e esperar. Deus está no controle! 
HOra da rEViSãO


1.     Segundo a lição, qual dos irmãos de Jesus foi pastor em Jerusalém?
Tiago.
2.     Qual foi a missão de Maria?
Ser a mãe do Salvador.
3.     A Bíblia informa os nomes de algumas das irmãs de Jesus? Se sim, quais seus nomes?
A Bíblia não informa o nome de nenhuma irmã de Jesus, apenas diz que existiam.
4.     Quais os nomes dos irmãos de Jesus?
Tiago, José, Judas e Simão.
5.     Em qual versículo está escrito que, depois de ressucitado, Jesus apareceu a Tiago?
1 Coríntios 15.7.