Lição 13. 27 de Setembro de 2015 A Manifestação da Graça da Salvação



Lição 13
27 de Setembro de 2015
A Manifestação da
 Graça da Salvação


TEXTO ÁUREO

"Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação  a todos os homens." (Tt 2.11)
VERDADE PRÁTICA
A graça de Deus emanou do seu 
coração amoroso para salvar o homem perdido, por meio do sacrifício vicário de Cristo Jesus.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Ef 2.8
O homem é salvo pela graça, por meio da fé 
Terça - Jo 5.24
Aquele que ouve e crê tem a vida eterna e não entrará em condenação
Quarta - At 20.24
Dando testemunho do "evangelho da graça de Deus"
Quinta - Mc 1.15
É necessário que o pecador se arre-penda e pela fé creia em Jesus Cristo
Sexta - 2 Co 5.17
Todos os que estão em Jesus Cristo são novas criaturas 
Sábado - Hb 12.14
Sem santificação ninguém verá o Senhor

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Tito 2.11-14; 3.4-6
Tt 2.11 - Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens,
12 - ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente,
13 - aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo,
14 - o qual se deu a si mesmo por nós, para nos remir de toda iniquidade e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras.
Tt 3.4 - Mas, quando apareceu a benignidade e o amor de Deus, nosso Salvador, para com os homens,
5 - não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo,
6 - que abundantemente ele derramou sobre nós por Jesus Cristo, nosso Salvador

OBJETIVO GERAL
Ensinar que a Graça de Deus é a mais extraordinária e maravilhosa manifestação do seu amor pela humanidade, por intermédio de Jesus Cristo, o seu Filho.


HINOS SUGERIDOS: 35, 205, 396 da Harpa Cristã

OBJETIVOS ESPECÍFICOS



Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

Explicar as diversas manifestações da graça de Deus.
Esclarecer a relação do crente em relação às autoridades e ao próximo. 
Propor uma experiência de boas obras e o trato com os "hereges". 



INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Prezado professor, chegamos ao final de mais um trimestre. Este momento deve ser uma oportunidade para analisar os passos educativos dados até aqui. Avalie o seu método. Ele alcançou os objetivos das aulas? Permitiu a você alcançar o objetivo do trimestre? Seus alunos cresceram espiritual e culturalmente? São perguntas que só você pode fazer e buscar as respostas com muita humildade. A tarefa do professor da Escola Dominical sempre será uma tarefa inacabada, pois sabemos que poderíamos dar mais, ensinar melhor e prover conhecimentos que fazem sentido à vida dos nossos alunos. Aproveite esse tempo para refletir mais conscientemente a sua prática educativa. 



COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Nesta última lição do trimestre estudaremos a respeito da graça divina. A graça de Deus é a mais extraordinária manifestação do seu amor para com a humanidade. Mas esta só pode usufruir os benefícios desse recurso divino, se reconhecer o seu estado miserável, em termos espirituais, e converter-se mediante a aceitação de Cristo como Salvador. 

PONTO CENTRAL

A graça de Deus alcançou-nos por intermédio do sacrifício vicário de Jesus.


I. A MANIFESTAÇÃO DA GRAÇA DE DEUS  

1. A graça comum. Graça vem da palavra hebraica hessed, e do termo grego charis, cujo sentido mais comum é o de "favor imerecido que Deus concede ao homem, por seu amor, bondade e misericórdia". A partir dessa conceituação, podemos ver a "graça comum", pela qual Deus dá aos homens as estações do ano, o dia, a noite, a própria vida, ou seja, todas as coisas" (At 17.25 b). 
2. A graça salvadora. "Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens" (2.11). Está à disposição de "todos os homens", mas só é alcançada por aqueles que creem em Deus, e aceitam a Cristo Jesus como seu único e suficiente Salvador. Por intermédio dela, Deus salva, justifica e adota o pecador como filho (Jo 1.12).
3. Graça justificadora e regeneradora. A Graça de Deus é a fonte da justificação do homem (Rm 3.21-26). Uma vez nascida de novo, a pessoa passa a ser "nova criatura" (2 Co 5.17), tomando parte na família de Deus: "Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos Santos e da família de Deus" (Ef 2.19). 
4. Graça santificadora. A graça de Deus só pode ser eficaz, na vida do convertido, se ele se dispuser a negar-se a si mesmo para ter uma vida de santidade. A falta de santificação anula os efeitos da regeneração e da justificação. Diz a Bíblia: "Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor" (Hb 12.14).


SÍNTESE DO TÓPICO I

Nas Escrituras, a graça de Deus se manifesta como "graça comum", "graça salvadora", "graça justificadora e regeneradora" e "graça santificadora".


SUBSÍDIO DIDÁTICO

Professor, explique aos alunos o conceito de "graça comum", dizendo que se trata de uma abordagem eminentemente da teologia reformada. É uma tentativa de se responder uma questão angustiante observada na existência dos santos, bem como observou o salmista Asafe (Sl 73). Se o salário do pecado é a morte, por que as pessoas que pecam não morrem imediatamente e não vão definitivamente para o inferno, mas desfrutam de bênçãos incontáveis na terra? Ainda, como pode Deus dispensar bênçãos a pecadores que merecem apenas, e somente, a morte, mesmo as pessoas que serão condenadas para sempre ao inferno? Neste contexto é que a doutrina da "graça comum" traz uma resposta bíblica acerca da questão. É uma graça pela qual Deus dá aos seres humanos bênçãos ou dádivas inumeráveis que não fazem parte da salvação. Ou seja, não significa que quem as recebe já é salvo. A base bíblica para esse entendimento é a graça manifestada por Deus na esfera física da vida (Gn 3.18; Mt 5.44,45; At 14.16,17); na esfera intelectual (Jo 1.9; Rm 1.21; At 17.22,23); na esfera da criatividade (Gn 4.17,22); na esfera da sociedade (Gn 4.17,19,26; Rm 13.3,4); na esfera religiosa (1 Tm 2.2; Mt 7.22; Lc 6.35,36). Ou seja, não é porque o mal reinante no ser humano é fruto do pecado original que ele fará somente obras más. Não, a Graça de Deus opera em todos os homens e faz com que eles façam coisas boas também.


CONHEÇA MAIS



*Graça 
"O conceito de graça é multiforme e sujeito a desdobramentos nas Escrituras. No AT, hen, 'favor', é o favor imerecido de um superior a um subalterno. No caso de Deus e do homem, hen é demonstrado por meio de bênçãos temporais, embora também o seja por meio de bênçãos espirituais e livramentos, tanto no sentido físico quanto no espiritual (Jr 31.2; Êx 33.19). Hesed, 'benevolência', é a firme benevolência expressada entre as pessoas que estão relacionadas, e particularmente em alianças nas quais Deus entrou com seu povo e nas quais sua hesed foi firmemente garantida (2 Sm 7.15; Êx 20.6)." Para conhecer mais leia Dicionário Bíblico Wycliffe, CPAD, p.  876. 


II. A CONDUTA DO SALVO EM JESUS  

1. Sujeição às autoridades (v. 1). O cristão sincero deve obedecer aos governantes e autoridades constituídas, desde que estes não desrespeitem a Lei de Deus. Jesus mandou dar "a César o que é de César" e "a Deus o que é de Deus" (Mt 22.21). 
2. O relacionamento do cristão (v. 2). Aqui, vemos quatro comportamentos éticos, exigidos dos cristãos. Vejamos: 
a) Não infamar a ninguém. É pecado muito grave caluniar alguém, seja na igreja, seja fora dela. É passível de sanção judicial ou condenação na justiça humana. Muito mais, na Lei de Deus. Normalmente, a infâmia é ditada com intenção de prejudicar o outro. O cristão deve cultivar o fruto do Espírito da "benignidade", que é a qualidade de quem só faz o bem (Gl 5.22).
b) Não ser contencioso. Contendas nas igrejas geralmente têm resultados muito prejudiciais. Infelizmente em algumas reuniões, até mesmo de ministros cristãos, vemos pessoas contendendo umas com as outros, por causa de interesses políticos ou pessoais. Isso não agrada a Deus (2 Tm 2.24). 
c) Ser modesto. A modéstia deve ser evidente na vida de homens e mulheres cristãos. Revela a simplicidade exortada por Jesus, em seu evangelho: "Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e símplices como as pombas" (Mt 10.16).
d) Mostrar "mansidão para com todos os homens". Deve ser característica marcante, do servo de Deus, ser "manso e humilde de coração", como Jesus ensinou (Mt 11.29). Além de não ser interessante a contenda, no meio cristão, o crente precisa ser "manso para com todos, apto para ensinar, sofredor" (2 Tm 2.24b).
3. A lavagem da renovação do Espírito Santo (v. 3). Vivíamos entregues ao pecado e longe de Deus, mas Cristo nos salvou e nos purificou. Como novas criaturas não temos mais prazer no pecado.  Observe, a seguir, algumas características, segundo Paulo que caracterizam o homem que vive segundo a carne:
a) Insensatez. Refere-se à velha vida, plena de loucura, imprudência, leviandade e incoerência, que leva muitos à perdição eterna. Na parábola das dez virgens, Jesus chama a atenção para as cinco "loucas" ou insensatas, que não se preveniram com o azeite para esperar o noivo (Mt 25.1-13). Jesus também falou sobre o homem "insensato", que edifica sua casa sobre a areia (Mt 7.26). O desastre espiritual torna-se inevitável.
b) Desobediência. A desobediência foi o primeiro pecado cometido pelo homem (Rm 5.19). E desde então é a "mãe" de todos os pecados, cometidos, em todos os tempos (Rm 11.30), por aqueles que são "filhos da desobediência" (Ef 2.2; 5.6; Cl 3.6).
c) Extravio. Sem Deus, sem a salvação em Cristo, o homem é um perdido, como ovelha sem pastor (Mt 9.36). É uma situação difícil e por vezes desesperadora. Mas é feliz quem faz como o "filho pródigo", que tomou a decisão sábia de retornar humilhado à casa do pai, onde foi recebido com amor e misericórdia (Lc 15.18-24).
d) Servindo a "várias concupiscências e deleites".  Outra tradução fala de "paixões e prazeres", que dominam a vida do homem sem Deus. Os deleites da carne impedem que o homem se converta a Deus de verdade, sufocado pelos "espinhos" da vida (Lc 8.14). As concupiscências da vida, ou os desejos exacerbados da carne são impedimento para uma vida de santidade e fidelidade a Jesus (1 Pe 4.3; Jd 16).
e) "Vivendo em malícia e inveja". Malícia é sinônimo de maldade, perversidade, malignidade, o que não deve fazer parte da vida cristã (Ef 4.31; Cl 3.8); a inveja é outro sentimento indigno para um cristão sincero. A inveja é "a podridão dos ossos"  (Pv 14.30). 
f) Odiosos, odiando "uns aos outros".  A "lavagem da regeneração do Espírito Santo" nos faz "justificados pela sua graça" e herdeiros da vida eterna (3.4-7). João adverte-nos ao dizer que "qualquer que aborrece a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem permanente nele a vida eterna" (1 Jo 3.15). No Antigo Testamento, só era homicida quem matasse alguém com algum tipo de objeto perigoso. No evangelho da graça de Deus, é homicida quem, no coração, odeia o seu irmão. 


SÍNTESE DO TÓPICO II

A conduta do salvo em Cristo deve mostrar sujeição às autoridades legalmente estabelecidas..


SUBSÍDIO DIDÁTICO

A Natureza da Política 
"A essência da política é a luta por poder e influência. Todos os grupos e instituições sociais precisam de métodos para tomar decisões para seus membros. A política nos ajuda a fazer isso. A palavra grega da qual política é derivada é polis, que significa 'cidade'. Política no sentido clássico envolve a arte de fazer uma cidade funcionar bem. Também ajuda a administrar nossas organizações e governos. Quando nosso sistema político é saudável, mantemos a ordem, provemos a segurança e obtemos a capacidade de fazer coisas como comunidade que não poderíamos fazer bem individualmente. Votamos as leis, fazemos a polícia impô-las, arrecadamos impostos para estradas, sistemas de esgoto, escolas públicas e apoio nas pesquisas de câncer. Em nossas organizações particulares, um sistema político sadio nos ajuda a adotar orçamentos, avaliar pessoal, estabelecer e cumprir políticas e regras e escolher líderes. No melhor dos casos, a política melhora a vida de um grupo ou comunidade. A política toma uma variedade de formas, como eleições, debates, subornos, contribuições de campanha, revoltas ou telefonemas para legisladores. Como vê, alistei maneiras nobres e ignóbeis de influenciar as decisões de um sistema político. Algumas delas são formais, como as eleições, ao passo que outras são informais, como telefonar para vereadores, deputados e senadores e pressioná-los a votar do nosso modo" (PALMER, Michael D. Panorama do Pensamento Cristão. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2001, p.447). 


III. AS BOAS OBRAS E O TRATO COM OS HEREGES 

1. A prática das boas obras (v. 8). Praticar boas obras faz parte do dia a dia do servo ou da serva de Deus. "Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas" (Ef 2.10). Quem está em Cristo tem prazer em praticar aquilo que é bom e agradável ao seu próximo e a Deus. 
2. Como tratar com os hereges (v. 10). Paulo ensina que devemos evitar os falsos mestres, não nos envolvendo em suas discussões tolas. Muitas vezes acabamos discutindo e dando uma atenção demasiada aos ensinos que são contrários a Palavra de Deus.


SÍNTESE DO TÓPICO III

Dos versículos 8 a 10, o apóstolo expõe sobre a prática das boas obras e como se deve tratar os "falsos mestres".


SUBSÍDIO TEOLÓGICO

"A segunda proibição que Paulo faz é contra os facciosos, aqueles que causam divisões por meio de discordâncias. 'Depois de uma e outra admoestação, evita-o', ou seja, tente ajudá-lo corrigindo o seu erro através de advertências ou aconselhamento. Tais inimigos só devem ter duas chances e então devem ser evitados.
'A razão pela qual o 'herege' deve ser rejeitado é justamente esta; em sua divisão, 'tal' homem demonstra que 'está pervertido e peca, estando já em si mesmo condenado'. Ao persistir em seu comportamento divisor, o 'falso mestre' tornou-se pervertido ou 'continua em seu pecado', deste modo 'se autocondenando'. Isto é, por sua própria persistência no comportamento pecaminoso, condenou a si mesmo, colocando-se de fora, sendo consequentemente rejeitado por Tito e pela igreja" (Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 1.ed.Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p.1515).


 É feliz quem faz como o “filho pródigo”, que tomou a decisão sábia de retornar humilhado à casa do pai, onde foi recebido com amor e misericórdia.

CONCLUSÃO

A graça de Deus é a fonte da salvação do homem. É favor jamais merecido por qualquer pessoa, e manifesta o seu amor e sua benignidade para com o pecador. Essa graça é manifestada "a todos os homens", mas só é eficaz, na vida de quem aceita a Cristo como Salvador pessoal.


PARA REFLETIR

A respeito das Cartas Pastorais:

O que é graça?
É o favor imerecido que Deus concede ao homem, por seu amor, bondade e misericórdia.

Como podemos alcançar a graça salvadora?
Crendo em Deus e aceitando Jesus como o nosso único e suficiente Salvador.

Qual é a fonte da justificação do homem?
A graça de Deus.

Quem é considerado homicida no evangelho da graça?
Qualquer que aborrece o seu irmão.

De acordo com a lição, como devemos tratar os hereges?
Devemos evitá-los, não nos envolvendo em discussões tolas.


CONSULTE

Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 63, p. 42. 
Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.


SUGESTÃO DE LEITURA



Nas Garras da Graça 

Pode alguma coisa separar-nos 
do amor que Cristo tem por nós? O autor convida a escalar o cume da montanha da misericórdia divina. Nas Garras da Graça recordará a você que o Deus que o criou é suficientemente forte 
para sustentá-lo. 


Graça Diária para Professores

Textos devocionais que trarão mais entusiasmo, graça e inspiração para seu dia a dia como professor.  


Vincent  I e II

Publicados pela primeira vez nos EUA, no final do século XIX, continuam sendo uma referência para todos aqueles que desejam conhecer a ideia original dos vocábulos neotestamentários 
no sentido léxico, etimológico 
e histórico.


Lição 12. 20 de Setembro de 2015 Exortações Gerais




Lição 12
20 de Setembro de 2015
Exortações Gerais


TEXTO ÁUREO
"Em tudo, te dá por exemplo de boas obras; na doutrina, mostra incorrupção, gravidade, sinceridade." (Tt 2.7)

VERDADE PRÁTICA
A Palavra de Deus tem exortações de grande valor para todos os crentes, em todos os lugares.


LEITURA DIÁRIA

Segunda - Tg 1.19
Sejamos prontos para ouvir e tardios para falar
Terça - Tg 2.12
Integridade do obreiro no falar e no proceder
Quarta - 1 Tm 2.9
As mulheres crentes devem se vestir com trajes honestos
Quinta - Pv 14.1
A mulher sábia edifica a sua casa e será louvada por sua família
Sexta - 1 Jo 2.14
Os jovens são fortes, pois vivem segundo a Palavra de Deus
Sábado - Mt 22.21
Devemos dar a  Deus tudo aquilo que lhe pertence


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Tito 2.1-8
1 - Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina.
2 - Os velhos que sejam sóbrios, graves, prudentes, sãos na fé, no amor e na paciência.
3 - As mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem,
4 - para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos,
5 - a serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seu marido, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada.
6 - Exorta semelhantemente os jovens a que sejam moderados.
7 - Em tudo, te dá por exemplo de boas obras; na doutrina, mostra incorrupção, gravidade, sinceridade,
8 - linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós.

OBJETIVO GERAL
Mostrar que o  ideal bíblico é que o pastor local seja um exemplo de vida.

HINOS SUGERIDOS: 15, 96, 270 da Harpa Cristã
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
  1. Explicitar que o líder precisa falar de acordo com sã doutrina.
  2. Explicar os quatro conselhos no tratamento de Tito com os idosos, as mulheres, os jovens e os servos.
  3. Conscientizar a classe de que o líder deve ser bom exemplo em tudo.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Prezado professor, para introduzir a lição desta semana, inicie a aula com as seguintes perguntas: "Como as pessoas devem ser tratadas em nossa igreja local?"; "Os nossos idosos são tratados como merecem?"; "As crianças recebem a atenção que lhe é devida?"; "Os jovens e os adolescentes recebem a devida atenção?"; "Pode-se falar com os idosos da mesma maneira que falamos com os colegas?"
Aguarde as respostas e incentive a participação de todos. Em seguida, fale que são sobre estas questões que o apóstolo Paulo está exortando a Tito em relação a como tratar as diferentes pessoas na igreja. Tal ensino pode e deve ser contextualizado para a nossa realidade.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Nesta lição estudaremos o segundo capítulo da epístola de Tito. Veremos os vários conselhos práticos de Paulo a respeito dos idosos, das mulheres, jovens e servos. Veremos também que o pastor deve ser um exemplo de viver íntegro na igreja. 
PONTO CENTRAL
O apóstolo exortou a Tito como tratar as pessoas em suas diversas faixas etárias. 

I. O MODO CORRETO DE FALAR DO LÍDER
1. "Fala o que convém à sã doutrina" (v. 1).  O líder deve ter a sua fala sempre fundamentada na Palavra de Deus, e para isso precisa conhecê-la e nela meditar diariamente. Precisa reconhecer e valorizar a Bíblia, sabendo que ela é especial para a formação de um caráter cristão. O estudo bíblico contribui para que o pastor e o obreiro tenham sempre uma boa mensagem. Jesus certa vez afirmou que falamos do que há em abundância em nosso coração (Mt 12.34). Então um coração cheio da Palavra de Deus vai sempre falar o que convém. 
2. Saber falar e saber ouvir. Tiago, apóstolo de Jesus, deixou precioso ensino sobre o saber falar: "Sabeis isto, meus amados irmãos; mas todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar" (Tg 1.19). Há pessoas, nas igrejas, que falam demais. E dizem o que não deveriam, causando problemas de relacionamentos. Ser "tardio para falar" e "pronto para ouvir" é sinal de sabedoria, de maturidade emocional e espiritual. Quem lidera tem que desenvolver a capacidade de escutar as pessoas, ainda que não concorde com elas. 
3. Integridade no falar. O obreiro deve ter uma linguagem sempre sã e irrepreensível (Tt 2.8). Jesus ensinou: "Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não, porque o que passa disso é de procedência maligna" (Mt 5.37). Quando alguém, na igreja local, diz uma coisa e faz outra ou, quando mente, torce a mensagem, por motivos pessoais ou para agradar alguém, está sendo usado pelo maligno. É "de procedência maligna". Isso não convém à sã doutrina. Integridade é fazer o que diz (Tg 2.12). O que falamos deve contribuir para edificação de vidas (Ef 4.29). 

SÍNTESE DO TÓPICO I
O líder cristão deve falar o que convém a sã doutrina.

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Caro professor, neste tópico você deve destacar o fato de que os versículos 1 a 8 do capítulo 2 da Carta a Tito é uma lista semelhante a de deveres domésticos recomendados à Igreja em 1 Tm 5.1-16 e 6.1,2. Mas diferente de 1 Timóteo, não há preocupação com as viúvas na igreja pastoreada por Tito, muito menos ele é instruído em como lidar com esses vários segmentos da igreja. O enfoque apostólico está nas responsabilidades de cada segmento que constituem a igreja em Creta: os idosos, os jovens, os servos, etc.
CONHEÇA MAIS
*Os escravos no Novo Testamento
"Nas cidades helenizadas do período do Novo Testamento, os escravos constituíam uma grande parte da população. O Senhor Jesus ministrou aos escravos/servos romanos, e frequentemente mencionou os servos em seus ensinos e parábolas, porém nunca criticou a instituição da escravidão. Muitos escravos da época eram homens bem educados que haviam sido capturados, ou que fracassaram nos dias de escassez; eles eram capazes de dirigir grandes propriedades e negócios". 
Leia mais em Dicionário Bíblico Wycliffe, p. 1807.

II. EXORTAÇÕES AOS IDOSOS, AOS JOVENS E SERVOS
1. Como os idosos devem portar-se. "Os velhos que sejam sóbrios, graves, prudentes, sãos na fé, na caridade e na paciência" (v. 2). O crente deve permanecer fiel ao Senhor e dar um bom testemunho até os últimos dias de sua vida. Muitos acreditam que, pelo fato de já terem passado dos sessenta anos, podem fazer e falar o que bem entenderem na igreja. Os mais idosos devem ser exemplo para os mais jovens, por isso, Paulo diz que estes devem ser moderados, sérios, prudentes, firmes na fé, no amor e na esperança. Acerca dos velhos crentes, disse o salmista: "Os que estão plantados na Casa do Senhor florescerão nos átrios do nosso Deus. Na velhice ainda darão frutos; serão viçosos e florescentes, para anunciarem que o Senhor é reto; ele é a minha rocha, e nele não há injustiça" (Sl 92.13-15). Os mais jovens precisam aprender com os mais idosos, por isso, estes precisam ser exemplo em tudo. 
2. As mulheres idosas devem ser exemplo para as mais novas. "As mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem" (v. 3). Mulher idosa tem vivência e experiência, seja como mãe e esposa, seja como serva de Deus, por isso podem ensinar as irmãs mais novas. Devem ser mulheres santas, "sérias no viver", que não andem com atitudes e maus exemplos, na igreja, ou fora dela. Não devem ser caluniadoras (gr. diabolos), ou que se deem a costumes carnais de falar dos outros, de criticar, ou murmurar. 
3. Os jovens cristãos (v. 6). Paulo chama a atenção para o comportamento juvenil, exortando os jovens a serem "moderados", ou seja, controlados. O jovem cristão precisa ser moderado no falar, no agir e em todas as áreas da sua vida, procurando em tudo exaltar e glorificar o nome do Senhor. 
4. O comportamento dos servos cristãos (vv. 9,10). Paulo escreveu em uma época onde havia a escravidão humana. Em Creta, assim como em todo o império romano, havia muitos escravos. Na igreja existia senhores e escravos que se converteram a Cristo, por isso, Paulo mostra como devia ser o relacionamento, a conduta dos servos e dos senhores.  O apóstolo mostra que os servos deveriam agradar seus senhores "em tudo",  pois um senhor crente não daria ordens que fossem incompatíveis com a fé cristã e com a Palavra de Deus. Os escravos que tinham senhores crentes deveriam manter uma atitude de submissão. 
SÍNTESE DO TÓPICO II
O apóstolo Paulo exorta a Tito sobre como os idosos, os jovens e os servos devem proceder.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"O apóstolo agora [a partir do versículo 2] fornece uma extensa seção de instruções a vários grupos de crentes com relação a seu caráter e conduta. O vocabulário empregado não é tão específico, e a seção é tão semelhante às antigas discussões extrabíblicas relativas ao comportamento virtuoso, que Paulo parece não estar tratando dos problemas das congregações de Creta, mas 'de modo geral está incentivando os seus leitores às boas obras e a um estilo de vida cristão de modo que, em tudo, sejam ornamento da doutrina de Deus, nosso Salvador' (v.10). Os versos 2-10 são uma proteção espiritual - um medicamento ou um remédio que evita as enfermidades.
Paulo primeiramente ordena que 'os velhos' tenham quatro virtudes. A palavra grega para 'velhos' (presbytes) - e para 'mulheres idosas' (presbytis) em 2.3; cf. também presbytera ('mulheres idosas') em 1 Timóteo 5.2 - está relacionada à palavra grega empregada em Tito 1.5 para 'presbíteros' (presbyteros). Todas estas são derivadas da raiz léxica presby, 'velho'. 'Nos círculos judaicos e cristãos é frequentemente difícil distinguir entre a designação da idade e o título do ofício' (Bromiley, 1985, 931). Todas as palavras acima também podem ser traduzidas como 'presbítero [podendo ser aplicadas tanto a homens como a mulheres]'.
As instruções específicas de Paulo consistem em que os homens mais velhos sejam: (1) 'temperantes' ou 'sóbrios' (cf. 1 Tm 3.2,11); (2) 'graves', 'merecedores de respeito' ou de bom caráter (cf. 1 Tm 3.8); (3) 'prudentes' (cf. 1 Tm 3.2; Tt 1.8; 2.5,6); (4) 'sãos' ou saudáveis nas três virtudes fundamentais: 'na fé, na caridade e na paciência até o fim. Ainda que nada disso seja explicitamente dito a respeito dos grupos mencionados a seguir, podemos assumir que isto seja esperado por parte de todos" (Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 1.ed.Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p.1511).

 O crente deve permanecer fiel ao Senhor e dar um bom testemunho até os últimos dias de sua vida.
III. O BOM EXEMPLO EM TUDO

1. Bom exemplo (vv. 7,8). O líder precisa ser exemplo. Se Deus lhe confiou a autoridade e a responsabilidade de um rebanho, você precisa ter uma vida irrepreensível. Ser irrepreensível não significa ser perfeito, dessa forma nenhum ser humano poderia assumir tal posição. Ser irrepreensível significa ter um padrão de conduta elevado e maduro, segundo os princípios bíblicos. A conduta do líder não pode minar a confiança do rebanho. 
2. Incorrupção da doutrina. Tito deveria ter muito cuidado com a doutrina, para que sua pregação e ensino fossem de modo correto, com fundamento na Palavra de Deus, na "doutrina dos apóstolos" (At 2.42). Jesus advertiu seus discípulos a se resguardarem da "doutrina dos fariseus" (Mt 16.6,12). Hoje, temos visto igrejas que "vendem" bênçãos por dinheiro; utilizam manipulação psicológica para arrecadar mais recursos das pessoas; fazem "curas" e milagres, em troca do vil metal. 
3. Gravidade e sinceridade. São atitudes que equivalem à seriedade. Um obreiro deve ser sério, honesto, com postura que honre a Deus e ao seu ministério. Completando a lista de recomendações, Paulo diz que Tito deve ter "linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer". É conduta exemplar, exigida de todos os que querem ser obreiros, dedicados à obra do Senhor. 

SÍNTESE DO TÓPICO III
O líder cristão deve ser bom exemplo, preservar a integridade da doutrina e ser sincero em tudo.

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Professor, a conclusão desta aula deve conduzir os alunos a compreenderem o chamado cristão para a família cristã cultivar bons exemplos de vida. No texto de Paulo a Tito, todos os homens, mulheres, idosos e jovens da igreja são desafiados a cultivarem virtudes como "autodomínio", "perseverança" e "amor". Por isso, a afirmação de Paulo "para que a palavra de Deus não seja blasfemada". Só é possível isso acontecer quando a família cristã persevera no modelo dado por Deus, por intermédio do Evangelho, e vive em família como Jesus viveu: sua mensagem, seu anúncio, seus princípios e valores.

CONCLUSÃO
As exortações de Paulo a Tito são de grande valor para os obreiros, em todos os lugares e em todos os tempos. Ele especifica como tratar as pessoas, por suas diversas faixas etárias. Destaca o valor do exemplo cristão, como forma de evitarem-se os escândalos que tanto comprometem o bom nome do evangelho e da Igreja de Cristo. São ensinamentos perfeitamente atualizados, não obstante terem sido escritos há tanto tempo.

PARA REFLETIR
A respeito das Cartas Pastorais:

De acordo com a lição, como deve ser o falar do líder?
O líder deve ter a sua fala sempre fundamentada na Palavra de Deus.
Ser "tardio para falar" e "pronto para ouvir" é sinal de quê?
De sabedoria, de maturidade emocional e espiritual.
Como o cristão idoso deve portar-se?
Sóbrios, graves, prudentes, sãos na fé, na caridade e na paciência.
Como a mulher cristã idosa deve portar-se?
Sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem.
As exortações de Paulo a Tito são importantes para os obreiros de hoje?
Resposta pessoal. 
CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 63, p. 42. 
Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.

SUGESTÃO DE LEITURA
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Lição 11. 13 de Setembro de 2015 A Organização de uma Igreja Local



Lição 11
13 de Setembro de 2015
A Organização de 
uma Igreja Local 


TEXTO ÁUREO
"Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem as coisas que ainda restam e, de cidade em cidade, estabelecesses presbíteros, como já te mandei."
(Tt 1.5)
VERDADE PRÁTICA
A igreja local deve subordinar-se à orientação de Deus, através de sua Palavra, que é o "Manual de Administração Eclesiástica" por excelência. 

LEITURA DIÁRIA

Segunda - At 18.11
Um ano e meio ensinando a poderosa Palavra de Deus
Terça - At 18.23
Indo de um lugar para o outro animando os irmãos
Quarta - Ef 5.19
Animando os irmãos com salmos, hinos e canções espirituais
Quinta - Mt 28.19,20
A ordenança do Senhor Jesus para que a Igreja ensine a todos
Sexta - 1 Co 4.1,2
A fidelidade dos servidoresde Cristo Jesus
Sábado - Rm 16.5; 1 Co 16.19
Saudação aos crentes que se reuniam nas casas dos irmãos

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Tito 1.4-14
4 - a Tito, meu verdadeiro filho, segundo a fé comum: graça, misericórdia e paz, da parte de Deus Pai e da do Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador.
5 - Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem as coisas que ainda restam e, de cidade em cidade, estabelecesses presbíteros, como já te mandei:
6 - aquele que for irrepreensível, marido de uma mulher, que tenha filhos fiéis, que não possam ser acusados de dissolução nem são desobedientes.
7 - Porque convém que o bispo seja irrepreensível como despenseiro da casa de Deus, não soberbo, nem iracundo, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância;
8 - mas dado à hospitalidade, amigo do bem, moderado, justo, santo, temperante,
9 - retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina como para convencer os contradizentes.
10 - Porque há muitos desordenados, faladores, vãos e enganadores, principalmente os da circuncisão,
11 - aos quais convém tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras, ensinando o que não convém, por torpe ganância.
12 - Um deles, seu próprio profeta, disse: Os cretenses são sempre mentirosos, bestas ruins, ventres preguiçosos.
13 - Este testemunho é verdadeiro. Portanto, repreende-os severamente, para que sejam sãos na fé,
14 - não dando ouvidos às fábulas judaicas, nem aos mandamentos de homens que se desviam da verdade.

OBJETIVO GERAL
Apresentar os requisitos bíblicos para formar um ministro do Evangelho.
HINOS SUGERIDOS: 53, 442, 448 da Harpa Cristã
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
  1. Explicar o panorama da epístola a Tito.
  2. Conscientizar sobre as qualificações dos pastores segundo a epístola.
  3. Destacar a percepção de pureza que a epístola apresenta

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Caro professor, é importante que você compreenda  e ressalte para os alunos o objetivo da epístola de Tito: Aconselhar o jovem pastor sobre a tarefa de "pôr em ordem" o que Paulo havia deixado inacabado nas igrejas de Creta. Outro ponto importante é saber que essa epístola tem algumas características especiais: (1) Ela possui dois resumos sobre a natureza da salvação em Jesus Cristo (2.11-14; 3.4-7); (2) A igreja e o ministério de Tito deveriam estar edificados sobre firmes alicerces espirituais e éticos (2.11-15); (3) Contém uma das duas listas do Novo Testamento sobre as qualificações necessárias ao ministério de uma igreja (1.5-9; cf. 1 Tm 3.1-13). Além dessas informações, para aprofundá-las, pesquise em bons comentários bíblicos sobre o panorama dessa epístola. 

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Com esta lição estaremos iniciando o estudo da Epistola de Tito. Timóteo recebeu a incumbência de exortar uma igreja que estava sofrendo com os ataques dos falsos mestres. A missão de Tito era semelhante a de Timóteo, mas com um encargo a mais, que foi o de estabelecer presbíteros, "em cada cidade", pondo "em ordem" a Igreja. Paulo mostra, na Carta a Tito, que não era apenas pregador, ensinador e "doutor dos gentios", mastambém um administrador eclesiástico.
PONTO CENTRAL
A epístola de Paulo a Tito demonstra com vigor as qualificações honestas para quem se pretende pastor.
I. A EPÍSTOLA ENVIADA A TITO
1. O intento da Epístola. Qual era o principal propósito da Epístola de Tito? O objetivo de Paulo era dar conselhos ao jovem pastor Tito a respeito da responsabilidade que ele havia recebido. Tito recebeu a incumbência de supervisionar e organizar as igrejas na ilha de Creta. Paulo havia visitado a ilha com Tito e o deixou ali com esta importante incumbência (v. 5). 
2. Data em que foi escrita. Acredita-se que foi escrita no ano de 64.d.C., aproximadamente. A carta a Tito foi escrita na mesma época da Primeira Carta a Timóteo. Provavelmente foi redigida na Macedônia, durante as viagens que Paulo fez quando esteve sob a custódia dos romanos.   
3. Um viver correto. Como ministro do evangelho, Paulo exige ordem na igreja e que os irmãos vivam de maneira correta, santa. Segundo a Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, a ilha de Creta era conhecida pela preguiça, glutonaria e maldade de seus habitantes. Ao aceitar a Cristo como Salvador, o novo convertido torna-se santo pela lavagem da regeneração do Espírito (Tt 3.5), por meio da Palavra de Deus (Ef 5.26). A santificação é também um processo gradual e contínuo que conduz ao aperfeiçoamento do caráter e da vida espiritual do crente, tornando-o participante da natureza divina (2 Pe 1.4). Sem a santificação, jamais alguém verá a Deus (Hb 12.14). 
SÍNTESE DO TÓPICO I
A epístola objetivava dar instruções ao jovem pastor Tito a respeito da responsabilidade que ele havia recebido de Paulo. A carta foi escrita aproximadamente em 64 d.C..

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"Tito, como 1 e 2 Timóteo, é uma carta pessoal de Paulo a um dos seus auxiliares mais jovens. É chamada de 'epístola pastoral' porque trata de assuntos relacionados com ordem e o ministério na igreja. Tito, um gentio convertido (Gl 2.3), tornou-se íntimo companheiro de Paulo no ministério apostólico. Embora não mencionado nominalmente em Atos (por ser, talvez, irmão de Lucas), o grande relacionamento entre Tito e o apóstolo Paulo vê-se (1) nas treze referências a Tito nas epístolas de Paulo, (2) no fato de ele ser um dos convertidos e fruto do ministério de Paulo (1.4; como Timóteo), e um cooperador de confiança (2 Co 8.23), (3) pela sua missão de representante de Paulo em pelo menos uma missão importante a Corinto durante a terceira viagem missionária do apóstolo (2 Co 2.12,13; 7.6-15; 8.6,16-24), e (4) pelo seu trabalho como cooperador de Paulo em Creta (1.5)" (Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, 1995, p.1886-87).

II. O PASTOR PRECISA PROTEGER O REBANHO DE DEUS
 1. Qualificação dos pastores. Em sua carta a Tito, Paulo enfatiza as qualificações do bispo, em relação a família, como homem casado, fiel à sua esposa e na criação de seus filhos de forma exemplar (v. 6). Paulo diz que os filhos dos ministros, presbíteros ou pastores, não devem ser "acusados de dissolução", nem de serem "desobedientes". No original, tais adjetivos vêm de anupotaktos, "não sujeito", "indisciplinado", "desobediente". O exemplo mau dos filhos do sacerdote Eli é referência negativa para a família dos pastores (1 Sm 2.12, 31). Paulo mostra que o bispo deve ser uma pessoa íntegra, irrepreensível, "como despenseiro da casa de Deus" (v.7); Por outro lado, ensina também que o bispo não pode ser "soberbo", "iracundo", "dado ao vinho", "não espancador", "cobiçoso de torpe ganância" (vide os mercantilistas na atualidade que só trabalham por dinheiro); Paulo instrui que o obreiro precisa ser "[...] dado à hospitalidade, amigo do bem, moderado, justo, santo, temperante" (Tt 1.8).
2. Crentes, porém problemáticos. Paulo ressalta o respeito que o presbítero deve ter à doutrina e a autoridade ministerial para argumentar com os contradizentes (vv. 9,10). Entre os crentes da igreja de Creta, haviam os "complicados" e "contradizentes", "faladores", tipos não raros em igrejas nos tempos presentes. Mas o apóstolo indicou a maneira de tratá-los. Aos contradizentes e desobedientes ao ensino da Palavra de Deus, Paulo demonstra não ter nenhuma afinidade com eles, pois são perigosos, não só para a igreja local, mas para as famílias cristãs, e devem receber a admoestação e repreensão à altura: "[...] aos quais convém tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras, ensinando o que não convém, por torpe ganância" (v.11). O fato de tais falsos crentes terem espaço para transtornar "casas inteiras" se devia à realidade das igrejas cristãs em seus primórdios. Elas funcionavam, em grande parte, nas residências dos convertidos (Rm 16.5; 1 Co 16.19; Cl 4.15). Além de desordenados, eles são "faladores" e murmuradores. 
3. Não dar ouvidos a ensinos falsos. Tito, na condição de "supervisor", estabelecendo igrejas, "de cidade em cidade", tinha que ministrar a palavra de edificação e advertência contra os falsos cristãos. Deveria repreendê-los de modo veemente. Na verdade, eles eram desviados da verdade. Mais adiante, Paulo resume como tratar os desviados e hereges: "Ao homem herege, depois de uma e outra admoestação, evita-o" (Tt 3.10). 

SÍNTESE DO TÓPICO II
A qualificação dos pastores, segundo a epístola, é fundamental ser observada para que sejam competentes no relacionamento com os crentes problemáticos.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"As qualificações dos presbíteros (1.6-9)
As qualificações no verso 6, de acordo com o idioma original, são condições ou questões indiretas relativas aos candidatos que estão sendo considerados para o ministério. O grego traduz literalmente: 'Aquele que for irrepreensível, marido de uma mulher, que tenha filhos fiéis, que não possam ser acusados de dissolução [desperdício de dinheiro] nem são desobedientes' - este pode ser considerado como um candidato ao presbitério. 
Paulo parece estar usando as palavras 'ancião/presbítero' (presbyteros, v.5) e 'líder/bispo' (episkopos, v.7) de modo intercambiável. Neste primeiro período da história da Igreja, os ofícios ministeriais eram variáveis e indistintos. 
Paulo chama os bispos de 'despenseiros da casa de Deus'. Os despenseiros (pessoas encarregadas de administrar os negócios de uma casa) eram bem conhecidos daqueles que viveram no primeiro século. Uma vez que tais pessoas tinham perante o dono da casa a responsabilidade de cuidar desta, era necessário que fossem irrepreensíveis. Note também que os bispos não são simplesmente responsáveis perante Deus como seus servos, cuidando das coisas de Deus" (Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 1.ed.Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p.1509).

III. A PERCEPÇÃO DA PUREZA PARA OS PUROS E PARA OS IMPUROS
1. Tudo é puro para os puros (v. 15). Paulo diz que "todas as coisas são puras para os puros" (Tt 1.15), pois esses procuram viver segundo a Palavra de Deus. Aqueles que vivem de modo santo não veem mal em tudo, pois seus olhos são bons, santos. Isso é reflexo de suas mentes e corações bondosos. Deus nos chamou para sermos santos em todas as esferas e aspectos da nossa vida (1 Pe 1.15). Quem despreza esse ensino não despreza ao homem, mas sim a Deus. 
2. Nada é puro para os impuros (v. 15). De fato, para os "contaminados e infiéis", tudo o que eles pensam e praticam é de má natureza. O motivo pelo qual "nada é puro para os contaminados" é porque "confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com as obras, sendo abomináveis, e desobedientes, e reprovados para toda boa obra" (v.16). Esses são hipócritas e maliciosos, pois dizem uma coisa e fazem outra. 
3. Conhecem a Deus, mas o negam com as atitudes (v. 16). Atualmente muitos dizem conhecer a Deus, porém, se olharmos para suas atitudes veremos que estes nunca conheceram ao Senhor. A nossa conduta revela a nossa fé e o nosso relacionamento com Deus. O que as pessoas aprendem com você ao observar a sua conduta na igreja e fora dela?

SÍNTESE DO TÓPICO III
O apóstolo admoesta que para os puros, tudo é puro; para os impuros, nada é puro. Há quem diga que conhece a Deus, mas o nega com suas atitudes: isso é perfeitamente possível.

CONCLUSÃO
A administração de uma  igreja requer a observância de preceitos e diretrizes, emanadas da Palavra de Deus, o maior e melhor "manual de administração eclesiástica". Por isso, Paulo escreveu três cartas pastorais, visando o estabelecimento, a organização e o crescimento sadio da Igreja do Senhor Jesus.

PARA REFLETIR
A respeito das Cartas Pastorais:

Qual era o propósito da Epístola de Tito?
Dar conselhos ao jovem pastor Tito a respeito da responsabilidade que ele havia recebido.
Qual era a incumbência de Tito?
Supervisionar e organizar as igrejas na ilha de Creta.
Em que ano a Epístola de Tito foi escrita?
Aproximadamente no ano 64 d.C.
Por que para os puros tudo é puro?
Pois estes procuram viver segundo a Palavra de Deus.
Por que nada é puro para os impuros?
Porque "confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com as obras, sendo abomináveis, e desobedientes, e reprovados para toda boa obra" (v.16).

CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 63, p. 41. 
Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição.  São artigos que buscam expandir certos assuntos.
SUGESTÃO DE LEITURA

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Lição 10. 6 de Setembro de 2015 O Líder Diante da Chegada da Morte



Lição 10
6 de Setembro de 2015
O Líder Diante da 
Chegada da Morte 


TEXTO ÁUREO
"Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé." 
(2 Tm 4.7)

VERDADE PRÁTICA
A morte do crente não é o fim, mas a passagem para a glória eterna, na presença de Deus.


LEITURA DIÁRIA

Segunda - At 9.15,16
Paulo, um vaso escolhido por Deus para pregar aos gentios
Terça - Jd 3
Batalhando pela fé que uma vez nos foi dada
Quarta - Cl 1.29
Combatendo com eficácia o bom combate
Quinta - Fp 3.13,14
Esquecendo as coisas que já passaram
Sexta - Ap 3.11
Guardando o que Deus concede para que ninguém tome
Sábado - Êx 33.14
A presença de Deus traz tranquilidade

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
2 Timóteo  4.6-17
6 - Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo.
7 - Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.
8 - Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.
9 - Procura vir ter comigo depressa.
10 - Porque Demas me desamparou, amando o presente século, e foi para Tessalônica; Crescente, para a Galácia, Tito, para a Dalmácia.
11 - Só Lucas está comigo. Toma Marcos e traze-o contigo, porque me é muito útil para o ministério.
12 - Também enviei Tíquico a Éfeso.
13 - Quando vieres, traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, e os livros, principalmente os pergaminhos.
14 - Alexandre, o latoeiro, causou-me muitos males; o Senhor lhe pague segundo as suas obras.
15 - Tu, guarda-te também dele, porque resistiu muito às nossas palavras.
16 - Ninguém me assistiu na minha primeira defesa; antes, todos me desampararam. Que isto lhes não seja imputado.
17 - Mas o Senhor assistiu-me e fortaleceu-me, para que, por mim, fosse cumprida a pregação e todos os gentios a ouvissem; e fiquei livre da boca do leão.
OBJETIVO GERAL
Desenvolver uma consciência bíblica a respeito da chegada da morte.

HINOS SUGERIDOS: 141, 500, 614 da Harpa Cristã

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
  1. Mostrar que, para o crente, a chegada da morte não traz desespero.
  2. Explicar o sentimento de abandono do apóstolo Paulo.
  3. Conscientizar o aluno da certeza da presença de Cristo nas aflições.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Segundo as Escrituras, a morte se manifesta numa consciência de vitória na hora de uma aparente derrota: "Alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis" (1 Pe 4.13). Para o crente, a morte não é o fim, mas o início de uma vida nova, onde a certeza de que "o aguilhão" da morte já foi retirado e que agora é um passaporte oficial para a vida eterna com Jesus Cristo (1 Co 15.55). Claro que a experiência da separação traz dor, angústia e tristeza a qualquer ser humano. O luto chega de forma inesperada na vida de qualquer pessoa que sofre a perda de um ente querido. Mas devemos viver as promessas do Mestre na área da perda humana, conforme Ele nos ensinou: "Quem crê em mim, ainda que morra, viverá" (Jo 11.25). Um dia nosso corpo será completamente arrebatado do poder da morte (Rm 8.11; 1 Ts 4.16,17). 

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Paulo tem consciência de que seu ministério está chegando ao fim. A segunda Epístola a Timóteo, na verdade é uma forma, comovente, de dizer adeus ao seu "amado filho" e à Igreja do Senhor. Paulo exorta Timóteo a respeito da responsabilidade que é estar na liderança de uma igreja e faz uma revisão do caminho que havia percorrido em sua jornada com o Salvador: "Combati o bom combate" (2 Tm 4.7). Paulo não estava pesaroso com a partida, pois suas dores e sofrimentos, com certeza, foram esquecidos, diante da certeza de que fez um bom trabalho e que cumpriu a missão para qual fora designado pelo Senhor. 
A morte é inevitável. Um dia líderes e liderados terão que enfrentá-la, porém, o que faz a diferença é a maneira como a encaramos. 

PONTO CENTRAL
Embora a morte traga abatimento para os crentes, os discípulos de Jesus não se desesperam diante dela, pois tem uma certeza em Cristo: de que para sempre estaremos com o Senhor.

I. A CONSCIÊNCIA DA MORTE NÃO TRAZ DESESPERO AO CRENTE FIEL
1. Seriedade diante da morte. Enquanto Timóteo ainda era um jovem obreiro, Paulo já estava idoso (Fm 1,9), e tinha consciência de que estava no fim de sua longa, sacrificada e honrosa missão (v. 6). Paulo assegura que seu sangue seria derramado como uma oferta de libação. Esta era uma oferta de caráter voluntário, "de cheiro suave ao Senhor" (Lv 2.2). Segundo a Bíblia de Aplicação Pessoal, "libação era uma oferta líquida e consistia em derramar vinho sobre o altar como um sacrifício a Deus". Não era uma oferta pelos pecados, mas uma oferta de gratidão ao Senhor. 
 2. A certeza da missão cumprida (vv. 7,8). No texto, que indica a consciência da proximidade da partida para a eternidade, queremos destacar três aspectos:
a) "Combati o bom combate". Todos os apóstolos de Jesus eram homens que combatiam "pela fé que uma vez foi dada aos santos" (Jd 3). Mas nenhum teve tantas oposições e ameaças quanto Paulo. Foi um obreiro muito perseguido, mas nunca desistiu da luta espiritual em prol do evangelho (1 Tm 1.20; 2 Tm 3.11, 12; 4.14 ). Que você também não desista diante das dificuldades e oposições. 
b) "Acabei a carreira". O texto indica que Paulo se referia à "pista de corrida", das competições em Atenas e em Roma. Em sua carreira ou "corrida", ele diz que não olhava para trás, mas para as coisas que estavam diante dele, prosseguindo "para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus" (Fp 3.13,14). Muitos começam a carreira da vida cristã bem, mas desistem ou recuam ante os obstáculos e os problemas que surgem. O pastor de uma igreja não pode se acovardar diante das dificuldades, mas firmado em Cristo precisa prosseguir até o final.
c) "Guardei a fé". Isso quer dizer que Paulo foi fiel a Deus, em todas as circunstâncias de sua vida cristã. Ele não se embaraçou "com os negócios dessa vida" e militou legitimamente (2 Tm 2.4,5). Guardar a fé significa guardar a fidelidade a Cristo e a seus ensinamentos. O crente precisa guardar a fé até o seu último momento de vida. Paulo ensinou a Timóteo e à Igreja do Senhor a respeito desse cuidado. O crente é consolado pela fé (Rm 1.12); a justiça de Deus é pela fé (Rm 3.22); o homem é justificado pela fé (Rm 3.28; 5.1; Gl 2.16); o justo vive pela fé (Gl 3.11); a salvação é pela fé em Jesus (Ef 2.8). Paulo sabia o que era lutar e guardar a "fé que uma vez foi dada aos santos" (Jd 3).

SÍNTESE DO TÓPICO I
A vida do apóstolo Paulo é um exemplo de seriedade cristã diante da morte e uma certeza da missão cumprida.

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Professor, em muitas das suas cartas, o apóstolo Paulo afirmava que estava morto para o mundo e vivo no serviço de Cristo (Fp 1.21-23; 2 Co 5.2). Entretanto, o tom presente nesta segunda carta a Timóteo parece mais grave e mais sério. Neste trecho da epístola, há algumas formas literárias que ajuda-nos a descrever a gravidade desse tom na epístola, bem como em outras semelhantes: 1) o reconhecimento de que a morte está próxima; 2) advertências sobre a vinda dos falsos doutores; 3) a designação de sucessores para continuar a tradição apostólica; 4) a correta interpretação de pontos controversos. Assim, é possível perceber a típica forma de Paulo se comunicar neste momento de sofrimento: "oferecido por libação sobre o sacrifício e serviço da vossa fé" (Fp 2.17); "Combati o bom combate e terminei a carreira" (2 Tm 4.7). Então, a sua última realização foi: "guardei a fé". O apóstolo sabia que restava pouco tempo de vida.
Sugerimos que você repasse essa explicação aos alunos, logo depois de expor o primeiro tópico da lição. 
CONHEÇA MAIS
*Coroa da  justiça
"A coroa, como símbolo de um prêmio, deriva das culturas gregas e judaicas. Como uma recompensa, a coroa simboliza a honra que Deus quer abençoar seus servos fiéis. A Bíblia menciona três tipos de coroas; a coroa da vida (1 Co 9.25; 2 Tm 2.5); a coroa da justiça; a coroa de glória (1 Pe 5.4). Além disso, Paulo também conclama os tessalonicenses a que se convertam em coroas (1 Ts 2.19). Cada uma dessas coroas será conferida após a volta de Cristo". 
Leia mais em Guia do Leitor da Bíblia, CPAD, p. 844. 

II. O SENTIMENTO DE ABANDONO
1. O clamor de Paulo na solidão. No início da Segunda Carta, Paulo já havia demonstrado que sentia muito a falta de Timóteo: "[...] desejando muito ver-te [...]" (1.4). No final da epístola, vemos a súplica de Paulo ao seu filho na fé: "Procura vir ter comigo depressa" (4.9). Ele também revela o porquê de sua pressa em rever seu filho na fé. Vejamos:
a) Demas o desamparou. "Porque Demas me desamparou, amando o presente século, e foi para Tessalônica" (2Tm 4. 10). Demas era um dos cooperadores de Paulo (Cl 4.14; Fm 24). Porém, será que ele havia se desviado? Não sabemos ao certo. O texto bíblico mostra que ele abandonou Paulo quando este precisava muito de sua ajuda. O versículo também afirma que no momento, Demas amava mais o "presente século" do que o amigo e irmão em Cristo. Os momentos de adversidade revelam aqueles que são realmente amigos e que nos amam. 
b) Só o médico amado ficou com Paulo. Tíquico foi mandado para Éfeso (4.12) e só Lucas ficou junto de Paulo (4.11). Lucas, "o médico amado" (Cl 4.14), escritor do livro de Atos dos Apóstolos e cooperador do apóstolo (Fm 24), fez-se presente, dando toda assistência a Paulo. Sem dúvida alguma, fora providência de Deus. Em idade avançada (Fm 9), Paulo precisava de cuidados médicos, físicos e emocionais. E ali estava o doutor Lucas, seu amigo, que não o desamparou. 
2. A serenidade dos últimos dias. "Quando vieres, traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, e os livros, principalmente os pergaminhos" (v. 13). A prisão de Paulo se deu tão de repente que ele não teve tempo para reunir suas coisas. Agora, aproximava-se o inverno (v. 21), e Paulo sentia a necessidade da capa que deixou na casa de Carpo e também dos livros. Sabemos quão rigoroso é o inverno europeu. O texto também nos mostra que até o fim de sua vida, Paulo se preocupou em ler e estudar. Tem você dedicado tempo ao estudo da Palavra de Deus? 
O seu julgamento, perante a justiça de Roma, poderia demorar alguns dias ou meses. De qualquer forma, é um eloquente testemunho de que o homem de Deus, quando está seguro com o Senhor, não teme a morte ou qualquer  outra adversidade. 
3. Preocupações finais com o discípulo. Paulo alerta Timóteo a respeito de "Alexandre, o latoeiro", que foi inimigo do apóstolo (vv. 14,15). "Tu, guarda-te dele." Segundo a Bíblia de Aplicação Pessoal, Alexandre pode ter sido uma testemunha contra Paulo em seu julgamento. O crente fiel sempre vai encontrar pessoas difíceis em sua caminhada, por isso, precisa estar preparados para lidar com toda a sorte de gente, boas e más. 

SÍNTESE DO TÓPICO II
No final do seu ministério, estando preso, o apóstolo Paulo sentiu-se sozinho, abandonado pelos seus pares.

SUBSÍDIO DIDÁTICO
"Bem sabes isto: que os que estão na Ásia todos se apartaram de mim; entre os quais foram Fígelo e Hermógenes. O Senhor conceda misericórdia à casa de Onesíforo, porque muitas vezes me recreou e não se envergonhou das minhas cadeias; antes, vindo ele a Roma, com muito cuidado me procurou e me achou. O Senhor lhe conceda que, naquele Dia, ache misericórdia diante do Senhor. E, quanto me ajudou em Éfeso, melhor o sabes tu" (2 Tm 1.15-18). Este texto, mostra com clareza, que o apóstolo Paulo já havia se queixado da solidão. Esta é uma informação importante que você, prezado professor, deve repassar à classe. O texto de Paulo expresso no capítulo 4 de 2 Timóteo é de caráter bem pessoal, demonstrando o sentimento, a pessoalidade e a dor do apóstolo em ser abandonado por quem deveria apoiá-lo em seu árduo ministério. Enfatize que 2 Timóteo 4 narra os últimos momentos da vida do apóstolo. Podemos afirmar que temos o privilégio de conhecer os últimos momentos da vida de um grande homem de Deus, apóstolo Paulo.    

III. A CERTEZA DA PRESENÇA DE CRISTO 
1. Sozinho perante o tribunal dos homens (v. 16). Nem Lucas, o "médico amado" se encontrava na cidade, quando Paulo compareceu a audiência. Mas ele não era murmurador, nem guardou mágoa dos amigos ausentes. Pelo contrário, demonstrou que os perdoara, pedindo a Deus "que isto lhes não seja imputado". A atitude de Paulo nos faz recordar a postura de Jesus na cruz, quando Ele exclamou: "[...] Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" (Lc 23.34). Podem os amigos e companheiros nos abandonar nos momentos difíceis, mas Deus é fiel e jamais nos deixa sozinho. 
2. Sentindo a presença de Cristo (v. 17). Paulo não tinha a companhia dos amigos e irmãos em Cristo, mas pôde sentir, de perto, a gloriosa presença de Deus. O Senhor se fez presente e fortaleceu a alma e o espírito do seu servo. Mesmo estando preso, ele se sentia "livre da boca do leão", o que pode referir-se ao sentimento de libertação espiritual em relação a Satanás, ou de Nero, o sanguinário imperador. Ele não foi liberto da prisão e da morte, pois suas palavras eram de despedida: "Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé" (v. 7).
3. Palavras e saudações finais. "E o Senhor me livrará de toda má obra e guardar-me-á para o seu Reino celestial [...]" (v. 18). Paulo não estava se referindo ao livramento físico da morte. Ele já havia se despedido de forma muito comovente nos versículos 6 a 8. Esse texto nos mostra o quanto ele estava tranquilo, aguardando a vontade de Deus sobre sua vida e o fim do seu ministério. E conclui, saudando seu amigo e filho na fé, dizendo: "O Senhor Jesus Cristo seja com o teu espírito. A graça seja convosco. Amém!" (v. 22).

SÍNTESE DO TÓPICO III
Sozinho, Paulo se dirigiu ao tribunal para ser julgado, mas com a plena convicção de que a presença de Cristo estava com Ele.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"A graça seja convosco. Estas são as últimas palavras de Paulo nas Escrituras registradas enquanto ele aguardava o martírio num cárcere romano. Do ponto de vista do mundo, a vida do apóstolo estava para terminar num trágico fracasso.
Durante trinta anos, largara tudo por amor a Cristo; pouca coisa ganhara com isso, a não ser perseguição e inimizade dos seus próprios patrícios. Sua missão e sua pregação aos gentios resultaram no estabelecimento de um bom número de igrejas, mas muitas dessas igrejas estavam decaindo em lealdade a ele e à fé apostólica (2 Tm 1.15). E agora, no cárcere, depois de todos os seus leais amigos o deixarem, a não ser Lucas (vv.11,16), ele aguarda a morte" (Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, 1995, p.1885). 

CONCLUSÃO
Os últimos trechos da Segunda Carta de Paulo a Timóteo nos ensinam que o servo de Deus que tem certeza da sua salvação, mediante a obra redentora de Cristo, não teme a morte. Paulo sabia que a morte física aniquilaria apenas o seu corpo, mas seu espírito e sua alma (o homem interior - 2 Co 4.16) estavam guardados em Cristo Jesus.

PARA REFLETIR
A respeito das Cartas Pastorais:

Qual era o caráter da oferta de libação?
De caráter voluntário.
O que era a oferta de libação?

Segundo a Bíblia de Aplicação Pessoal, "libação era uma oferta líquida e consistia em derramar vinho sobre o altar como um sacrifício a Deus". Não era uma oferta pelos pecados, mas uma oferta de gratidão ao Senhor. 
O que Paulo queria dizer com a expressão "guardei a fé"?

Que ele manteve-se fiel a Cristo e a seus ensinamentos.
Segundo a lição, o que significa "guardar a fé"?

Manter-se firme em Cristo e em seus ensinamentos.
Quem era Demas?

Demas era um dos cooperadores de Paulo (Cl 4.14; Fm 24).

CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 63, p. 41. 
Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição.  São artigos que buscam expandir certos assuntos.

SUGESTÃO DE LEITURA
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Lição 9. 30 de Agosto de 2015 A Corrupção dos Últimos Dias


Lição 9
30 de Agosto de 2015
A Corrupção dos Últimos Dias 


TEXTO ÁUREO
"Mas estes, como animais irracionais, que seguem a natureza, feitos para serem presos e mortos,  blasfemando do que não entendem, perecerão na sua corrupção." (2 Pe 2.12)
VERDADE PRÁTICA
O ensino da Palavra de Deus, de modo cuidadoso, pode evitar 
que  a corrupção domine os 
corações dos salvos.

LEITURA DIÁRIA
Segunda - 1 Co 13.5
Quem tem amor "não busca seus interesses" 
Terça - Rm 1.31
Homens sem Deus, sem afeto natural
Quarta - 1 Jo 3.15
Qualquer que odeia ao seu irmão é homicida
Quinta - Mt 23.23-28
Quem ensina e não dá exemplo é hipócrita
Sexta - 1 Pe 3.15
O ensino bíblico dá segurança quanto à fé 
Sábado - Fp 4.8
O crente precisa ter cuidado com aquilo que pensa

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
2 Timóteo 3.1-4, 14-16 
1 - Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos;
2 - porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos,
3 - sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons,
4 - traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,
14 - Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido.
15 - E que, desde a tua meninice, sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus.
16 - Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça.

OBJETIVO GERAL
Descrever a corrupção dos últimos dias.

HINOS SUGERIDOS: 5, 550, 547, da Harpa Cristã

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
  1. Apontar as características dos tempos trabalhosos.
  2. Apresentar o apóstolo Paulo como exemplo de obreiro em tempos difíceis.
  3. Conscientizar os alunos acerca do valor do ensino bíblico nesses tempos trabalhosos.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Professor, os dias não são fáceis para quem deseja servir a Jesus com humildade, sinceridade e fidelidade ao Senhor. São tempos que requer dos líderes, sobriedade, temperança, firmeza. A lição desta semana visa munir os alunos de conhecimento sólido do Evangelho de Cristo a fim de que eles, autonomamente, discirnam a corrupção desses últimos dias. Tal corrupção deve ser combatida por aqueles que têm a vocação ministerial para servir a Igreja de Cristo Jesus na terra. Incentive os alunos a desenvolverem uma consciência crítica em relação a tudo o quanto se mostra claramente contra o princípio do Evangelho de Cristo: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Deus criou o homem bom e perfeito, mas ele pecou. Como resultado da Queda veio à morte e toda a sorte de corrupção. Na lição de hoje estudaremos a respeito dos pecados dos últimos dias. Sabemos que, infelizmente, a humanidade afastada de Deus, vem a cada dia se tornando mais e mais corrupta. 

PONTO CENTRAL
Nesses tempos trabalhosos, o valor do ensino das Escrituras deve ser reconhecido e aplicado pelos verdadeiros obreiros do Senhor.

I - OS TEMPOS TRABALHOSOS
1. Nos últimos dias (v. 1). Paulo inicia o capítulo três falando a respeito da extrema corrupção dos últimos dias. O termo "últimos dias" não se refere somente ao fim dos tempos escatológicos, mas faz referência ao ataque gnóstico sobre a Igreja.  O apóstolo mostra a Timóteo o grande desafio que é permanecer fiel ao Senhor em tempos difíceis, quando os falsos mestres parecem se multiplicar.  Ele faz uma lista com as características dos falsos mestres, homens sem Deus. Vejamos algumas:                  
a) Amantes de si mesmos. São homens que buscam os seus interesses em primeiro lugar, antes de valorizarem os outros e a obra do Senhor. Eles não têm amor, pois o verdadeiro amor "não busca seus interesses" (1 Co 13.5). 
b) Avarentos. São amantes do dinheiro, fruto do seu egoísmo. Hoje, há falsos obreiros, que só pregam ou fazem a obra de Deus esperando receber bens materiais (1 Tm 6.10). 
c) Presunçosos, soberbos. São homens cheios de orgulho, de arrogância, que se julgam superiores aos outros. Sabemos que Deus abomina a altivez e que a "soberba precede a ruína" (Pv 6.16,17).
d) Blasfemos. Blasfêmia é ofensa verbal a Deus, porém, ela não se limita às palavras. Jesus ensinou que para a blasfêmia contra o Espírito Santo não haverá perdão (Mt 12.31). 
e) Desobedientes a pais e mães e ingratos. São péssimos exemplos na família, pois não honram seus pais e mães (cf. Êx 20.12). São ingratos com Deus, os pais, os amigos, à igreja e todo ministério.  
d) Profanos e sem afeto natural. São homens que não sabem amar, por isso não respeitam as coisas sagradas (Lv 19.8, 12).
e) Irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes e cruéis. Nunca estão dispostos a perdoar e se reconciliarem. Cometem o crime de calúnia. Nas igrejas, esse crime é ignorado. Raramente se pune um caluniador. Não sabem conter-se, não tem autocontrole, nem domínio próprio. São pessoas impiedosas, desumanas. 
2. Falsa aparência (v. 5). Muitos vão à igreja, tem o linguajar de crente, se vestem como crentes, porém suas atitudes não condizem com a Palavra de Deus. Paulo adverte quanto a estes que querem viver apenas de aparência, enganando e sendo enganados. Porém, haverá um dia em que eles terão que prestar contas ao Senhor. Estes podem enganar a liderança e os crentes, mas jamais enganam a Deus. O Senhor conhece aqueles que são seus. 

SÍNTESE DO TÓPICO I
O apóstolo Paulo descreveu as características malévolas dos dias trabalhosos.

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Caro professor, nesta oportunidade, você pode usar o artigo do subsídio para Lições Bíblicas da Escola Dominical, da Revista Ensinador Cristão (p.40) deste trimestre. O prezado professor poderá usá-lo para uma leitura reflexiva após a exposição do tópico primeiro ou pode igualmente usá-lo como introdução ao tópico para iniciar a lição. A ideia para a exposição deste tópico é que fique bem claro para os alunos a descrição que o apóstolo Paulo fez acerca dos falsos mestres. Por isso, abra esse tópico de maneira a aguçar a curiosidade dos alunos com questões como: "Dê exemplos de uma pessoa amante de si mesma"; "O que é uma pessoa avarenta?"

CONHEÇA MAIS
*Tempo difíceis
"Essa passagem, a exemplo de outras, silencia a perspectiva otimista de alguns, de que a mensagem do evangelho se destina a converter a maior parte da humanidade e introduzir uma era de paz antes da volta de Jesus. O apóstolo faz contrastar essa visão com o aumento maléfico das condições morais e sociais tendentes a irem de mal a pior. O desafio cristão não é de apresentar a paz universal mas de permanecer fiel a Deus em tempos de tribulação e promover o Evangelho da salvação de Cristo, apesar da corrupção no interior da igreja e da perseguição externa de que é vítima". Leia mais em Guia do Leitor da Bíblia, CPAD, p. 843.

II - PAULO, UM EXEMPLO DE OBREIRO EM TEMPOS DIFÍCEIS  
1. Um obreiro exemplar (v. 10). Paulo exorta Timóteo a fim de que ele perseverasse na sã doutrina e sempre procurasse pregar a Palavra de Deus em todas as ocasiões. Como líder, Paulo era um exemplo a ser seguido pelos demais pastores e por toda a igreja. Ele era um seguidor autêntico de Jesus, na proclamação do evangelho e da doutrina de Cristo.
2. Modo de viver. Muitos exortam, ensinam e pregam com muita desenvoltura, todavia, na prática não vivem aquilo que transmitem nos púlpitos. Paulo não somente ensinava, mas sua vida era um testemunho vivo do poder transformador do Senhor Jesus Cristo. Com toda autoridade, ele podia afirmar: "Sede também meus imitadores, irmãos, e tende cuidado, segundo o exemplo que tendes em nós, pelos que assim andam" (Fp 3.17). 
3. Intenção, fé longanimidade e amor. A intenção de Paulo não era se promover, mas promover o Evangelho de Cristo. Seu desejo era ganhar almas para Cristo.  Ele era um homem de fé, por isso, pôde suportar todos os embates, combates e sofrimentos por que passou durante o seu ministério. A fé nos faz vencer os embates do ministério.  
Ser longânimo é ter paciência para suportar os fracos, os defeituosos, os problemáticos (Gl 5.22). O líder precisa cultivar esse dom, especialmente o amor. Paulo não só falou e ensinou, mas deu exemplo do que é ter amor. Na sua epístola de 1 Coríntios, ele dedica o capítulo 13 inteiro para falar a respeito da suprema excelência do amor. 

SÍNTESE DO TÓPICO II
O apóstolo Paulo é um exemplo de vida piedosa exemplar para vivermos esses dias trabalhosos.
 Ser longânimo é ter paciência para suportar os fracos, os defeituosos, os problemáticos (Gl 5.22).

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Outro exemplo que pode auxiliá-lo a mostrar o quanto um homem de Deus pode ser um modelo para o povo escolhido do Senhor, com o objetivo de estimular ao povo a viver na presença de Deus, é apresentarmos o contexto do profeta Malaquias. Igualmente ao do apóstolo Paulo, o profeta Malaquias vivia num contexto hostil aos valores do Eterno. Mas a vida do profeta foi capaz de demonstrar "que Deus sempre amou seu povo, dizia Malaquias, mas este nunca havia assimilado a profundidade deste amor, e na verdade retribuía-o com desonra e desobediência (Ml 1.6-14). Tudo isto pode ser visto na própria indiferença do povo para com as ofertas, pois enquanto se empenhavam em importar o melhor para suas próprias casas, os sacrifícios eram da pior espécie, com animais cegos e doentes. Os próprios sacerdotes se voltavam contra Deus, violando abertamente o compromisso de levitas (Ml 2.8). Além disso, muitos judeus tinham se divorciado de suas mulheres, sinalizando assim seu descaso para com os ensinamentos das Escrituras (Ml 2.10). Como resultado, o Senhor enviaria seu mensageiro messiânico para purgar o mal enraizado no coração do povo e purificar um remanescente que andaria diante da presença do Senhor em verdade" (MERRIL, Eugene H. História de Israel no Antigo Testamento: O reino de sacerdotes que Deus colocou entre as nações. 6.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p.548,49). Lembre aos alunos que o nosso Deus conta com as nossas vidas para sermos sal da terra e luz do mundo (Mt 5.13-16) numa geração hostil à vontade do Senhor.

III - O ENSINO DA PALAVRA DE DEUS EM TEMPOS DIFÍCEIS
1. O valor do ensino bíblico. Na atualidade é imprescindível que os líderes invistam recursos e tempo no ensino da Palavra de Deus. Somente o ensino bíblico ortodoxo conduz o homem à santidade e à santificação (Sl 119.105; Rm 15.4; 1 Co 4.17). O ensino da Palavra de Deus é instrução que leva o homem a viver de modo justo e digno. Nesses tempos difíceis em que estamos vivendo necessitamos de líderes dedicados ao estudo e ensino das Escrituras Sagradas. 
2. Combatendo o "espírito do Anticristo" com a Palavra de Deus. Vivemos tempos difíceis, porém, sabemos que o Anticristo ainda não está no mundo, mas muito de seus seguidores já se encontram em plena atividade, inclusive realizando sua obra satânica de oposição a Cristo e a sua Igreja. Assevera-nos a Bíblia: "Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos [...]" (1 Jo 2.18). Observe alguns dos "instrumentos" utilizados por Satanás nesses últimos dias contra o rebanho do Senhor:
a) O relativismo. O relativismo moral domina o pensamento na atualidade. Em nome de um falso pluralismo, e do "respeito às diferenças", o Diabo vem convencendo as pessoas de que nada é errado, tudo é relativo. 
b) Leis infames. Leis que criminalizam e preveem a prisão daqueles que usam textos da Bíblia para falar contra o homossexualismo. Leis que querem legalizar o uso de drogas e a prática do aborto. 
3. A Palavra de Deus e seus referencias éticos. As leis de muitos países favorecem a imoralidade e a falta de ética na sociedade. Muitas delas são estabelecidas sob a égide de filosofias materialistas, relativistas e pluralistas. A Palavra de Deus, todavia, trás em seu âmago referenciais éticos e morais para a plena felicidade das famílias em qualquer civilização. Os que rejeitam esses referenciais ficarão perdidos, inseguros, sem rumo e orientação. O resultado disso é a tragédia moral que vem se abatendo, especialmente sobre a família, e a sociedade como um todo.

SÍNTESE DO TÓPICO III
O ensino da Palavra de Deus tem o valor de combater o "espírito do Anticristo" e promover os referenciais éticos do Reino de Deus.

SUBSÍDIO SUBSÍDIO DE  TEOLOGIA PASTORAL
"Conservando a sã doutrina e Manifestação do Espírito Santo 
O que acho alarmante é o número crescente de pastores e igrejas que estão caindo vítimas desta mentalidade de 'especialidades'. Muitas igrejas parecem só se envolverem em determinadas áreas ministeriais nas quais ou têm prazer ou acham particularmente fáceis. Temos igrejas da 'Palavra', igrejas do 'louvor, igrejas do 'fogo e enxofre', igrejas da 'família', igrejas do 'discipulado', e a lista prossegue sem fim. Em resposta a muitas pessoas feridas, cujas necessidades ou problemas não se ajustam em uma especialidade em particular, muitas igrejas teriam a dizer: 'Desculpe, não fazemos esse tipo de serviço aqui'. Nestes últimos dias, a igreja precisa ser lugar de cura e refúgio para todo aquele que precisar - pouco importando qual seja a necessidade. Temos de insistir em ser uma igreja equilibrada. Podemos e devemos redescobrir que temos a imutável sã doutrina da Palavra de Deus e que ainda fluímos com o vento e a espontaneidade do Espírito" (CARLSON, Raymond; TRASK, Thomas E.; TRIPLETT, Loren (et al). Pastor Pentecostal: Teologia e Práticas Pastorais. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999, pp.633-34). 

CONCLUSÃO
 Vivemos tempos difíceis, por isso, precisamos nos voltar para a Palavra de Deus. Ela é um guia seguro para conduzir o crente neste mundo de trevas morais e espirituais. A Igreja do Senhor Jesus é formada de pessoas que são "sal da terra" e "luz do mundo". Portanto, sejamos exemplo para esta sociedade pós-moderna.
  
PARA REFLETIR
A respeito das Cartas Pastorais:

Paulo inicia o capítulo três falando a respeito de qual assunto?
Paulo inicia falando a respeito da extrema corrupção dos últimos dias. 
O termo "últimos dias" se refere somente aos tempos escatológicos? 

O termo "últimos dias" não se refere somente ao fim dos tempos escatológicos, mas faz referência ao ataque gnóstico sobre a Igreja.
Quais as características principais dos falsos mestres?

Amantes de si mesmos; avarentos; presunçosos, soberbos; blasfemos, etc.
Segundo a lição, qual era o verdadeiro propósito de Paulo? 

Promover o Evangelho de Cristo.
Quais são os "instrumentos" utilizados por Satanás nesses últimos dias?

O relativismo e Leis infames.

CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 63, p. 40. 
Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição.  São artigos que buscam expandir certos assuntos.

SUGESTÃO DE LEITURA
Formando um Homem
de Deus

Nesta obra o autor retrata Davi de uma forma viva e nos mostra como podemos aprender com um homem que foi intensamente humano, mas que foi alcançado pela graça divina. O autor demonstra como Deus molda aqueles que respondem positivamente ao grande amor, mesmo em tempos de provas e situações desesperadoras.
A Batalha pela sua
mente
As maiores batalhas são travadas na mente humana. Mentes fracas se contentam com uma vida de atrofia, tédio e utilidade limitada; mas a mente forte vence a mesquinharia, os ressentimentos e opiniões egocêntricas. Vença seus conflitos interiores compreendendo o processo de santificação e a real diferença entre a natureza carnal e a natureza humana.

Neemias - Paixão pela fidelidade
Neemias foi um homem de ação, dedicado, sábio e zeloso que se fortalecia com a oração. Isto o ajudou a definir um padrão de liderança com excelência. O livro traz, para nós, testemunhos da vida deste homem e ensinamentos para que você possa fazer esboços de pregações, dar aulas na EBD, ensinar novos convertidos e evangelizar e trazer mais conhecimento para sua vida.